Camboriu
É bom viver aqui

Arquivo JP3.

Parque Ecológico de Balneário Camboriú.

Parque Ecológico de Balneário Camboriú.

Em 2013 a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro divulgou o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal/2012, estudo elaborado a partir de dados dos ministérios do Trabalho, da Saúde e da Educação,com Balneário Camboriú mais uma vez aparecendo em destaque, 150º colocado entre os mais de 5.000 municípios brasileiros e na 10ª posição entre as cidades de Santa Catarina.

 

É a repetição de um desempenho que se reflete no Índice Firjan há quatro anos, alto desenvolvimento em Saúde e Educação; desenvolvimento moderado em emprego e renda.

 

Ainda em dezembro o IBGE atualizou a estatística do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios brasileiros, com base nos dados de 2010, e mais uma vez a Praia se destacou, 14ª colocada em Santa Catarina. O que mais impressiona é a série histórica, incremento de 75% em cinco anos, ou média de 15% de aumento, a cada ano, entre 2006 e 2010.

 

Balneário Camboriú se destaca há pelo menos uma década e meia em todos os rankings de qualidade de vida e consegue isto sem ter uma única indústria de grande porte, nossa economia é baseada em serviços de hospitalidade e na construção civil; basicamente apartamentos para pessoas que escolheram a Praia como local de lazer e que em muitos casos, quando podem, mudam de vez para o litoral.

 

Embora tenha apenas 120 mil habitantes fixos e um território diminuto de 50 Km2, a Praia oferece a maioria dos recursos das cidades grandes, sem os inconvenientes que essas costumam apresentar. O aeroporto fica ao lado; duas capitais, Florianópolis e Curitiba são próximas e com ligação por estradas duplicadas; o comércio tem a mesma qualidade encontrada em grandes centros e na educação nos destacamos como importante pólo universitário.

 

As contas municipais demonstram invejável saúde, há mais de uma década e meia a prefeitura não apresenta problemas de caixa, embora não pare de investir em infra-estrutura. Temos uma das maiores coberturas por rede de esgoto no país, dentro de um ano ou dois 100% das economias estarão cobertas por esse serviço essencial. Uma nova estação de tratamento de esgotos, moderna, compacta, com capacidade para as próximas duas décadas, foi inaugurada neste ano.

 

A construção civil é a mais forte de Santa Catarina com demanda constante devido à garantia de retorno do investimento; a valorização dos apartamentos tem sido permanente. A legislação que rege a ocupação e uso do solo é das mais adiantadas do Brasil, por exemplo, é proibido construir apartamentos pequenos, de um dormitório, para garantir menor adensamento populacional e melhor poder aquisitivo.

 

 

Plano Diretor garante o crescimento sustentável

 

Em 1988 quando a comunidade se reuniu em audiências públicas para elaborar o novo Plano Diretor, o primeiro sob os padrões do Estatuto da Cidade, lei federal que baliza o assunto, a preocupação era evitar que o padrão dos apartamentos caísse. Havia pressão de alguns setores para construir unidades menores, porque eram as que mais vendiam no mercado nacional.

 

O bom senso acabou prevalecendo, é proibido construir apartamentos abaixo de certa metragem, com isto evitou-se o adensamento e o risco dos prédios no futuro se transformarem em “pombais”.

 

Assim foi preservado o modelo de cidade. São milhares de apartamentos adquiridos por não moradores fixos, que os utilizam algumas vezes ao ano, mas com seus impostos e os empregos gerados localmente dão sustentação aos cofres municipais e aos investimentos em infra-estrutura.

 

A idéia é simples: o proprietário de apartamento é um morador eventual, ele ajuda a pagar a conta, mas não pressiona serviços públicos como saúde e educação. Com isto, a prefeitura pode até investir em áreas que não seriam sua atribuição, como guarda municipal armada.

 

Texto: Waldemar Cezar Neto


Sexta, 4/4/2014 16:01.










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