SE EMPANTURRANDO COM A ALEMOADA
Para quem viaja de automóvel e quer conhecer um pouco da região a proposta é reunir um belo passeio familiar com comida gostosa e preços mixurucas. Você encontra isso em Brusque e Guabiruba, cerca de uma hora e pouco por uma estrada com bom asfalto e pouco movimento que se acessa de Balneário Camboriú tomando rumo Norte pela BR-101 até a altura de Itajaí. No trevo específico entre à esquerda. Em 45 minutos você chegará a Brusque.
No caminho, dezenas de lojas de todos os tipos e tamanhos. Grandes centros de vendas misturados com pequenas lojinhas de beira de estrada. Os preços, que no passado foram muito vantajosos, hoje ainda são bons, os mesmos encontrados em qualquer magazine de cidade grande.
No centro de Brusque estacione o carro e ande a pé pois de carro (para deixar meus amigos brusquenses p* da vida) a cidade acaba ligeiro. Repare na limpeza das ruas e no povo saudável e educado que lhe rodeia.
Para almoçar, pergunte a direção de Guabiruba, cidade ao lado onde se chega após percorrer uma estrada cheia de curvas fechadas.
Quase chegando em Guabiruba tem ao lado direito um galpãozão cheio de carros estacionados na frente, o restaurante Schumacher. Eles pronunciam algo como "Schúmaq".
O Schumacher é uma casa de comilanças alemãs, onde o mais difícil é conseguir lugar para sentar. Mas o giro é rápido pois ali come gente de todas as atividades, desde o turista até o vendedor viajante ou o dono de empresa que resolveu levar um convidado para almoçar. Coisa simples, com umas mesas e cadeiras meio bambas, mas que ninguém repara mercê da higiene impecável e do ambiente excepcionalmente amistoso.
Com nenhuma preocupação relativa a colesterol a cozinheira envia para as mesas fartas porções onde ressalta o macarrão caseiro que, se você chegar para almoçar aí por uma e meia da tarde, terá oportunidade de presenciar uma "alemoa" preparando para a refeição seguinte, numa mesa bem ao lado de onde você estiver comendo.
Quem gosta de marreco faz uma festa e uma maneira eficiente de irritar o garçom é pedir repetidas porções só do recheio do marreco. Isso desequilibra o fluxo da cozinha, mas faz a delícia do gourmet que se empanturra com aquele sabor maravilhoso.
Barriga cheia é hora de voltar a Balneário Camboriú não sem antes fazer um curto desvio para comprar alguns souvenirs a serem admirados em casa.
Dirija-se à rua Otto Renaux, Panificadora Bartz, na altura da autorizada Volkswagen. Pergunte no ponto de táxi onde fica e, ao chegar lá, procure por Frau Bartz, que comanda um sala onde discos de fina massa são generosamente recobertos por uma dúzia de diferentes caldas, frutas e outras doçuras.
São cucas inesquecíveis e, acredite, num pequeno estebelecimento, chegam a vender milhares a cada semana. O atendimento é como se fosse um velho amigo da casa chegando e o preço é vil. Na última vez que estive lá comprei quatro cucas e não gastei 10 reais.
Cucas compradas, barriga estufada, pé na estrada com a camisa suada porque, naquela região, na época de verão, faz um calor infernal. Mas vale a pena, pode acreditar.
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