Abraço ao CIEP reuniu cerca de 200 pessoas e demolição já começou

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(Divulgação/Solidariza.BC)

Os organizadores do ‘Abraço ao CIEP’, realizado no sábado (25), contaram a participação de 200 pessoas, entre  ex-alunos, ex-professores, ex-servidores, pais de ex-alunos, familiares em geral de ex-alunos, pais e alunos que foram deslocados para unidades particulares devido ao fechamento da unidade, além de representantes comunitários e vereadores (Marcelo Achutti, Juliana Pavan, Nilson Probst, Elizeu Pereira e Patrick Machado).

Vereadores Nilson, Juliana, Achutti, Elizeu e Patrick no Abraço (Divulgação/Solidariza.BC)

O Abraço foi uma espécie de protesto, porque a escola está desativada desde o ano passado, e um pedido por respostas da prefeitura, já que o colégio terá que ser demolido por problemas com amianto. 

A demolição já começou e acontecerá ‘aos poucos’. O governo municipal anunciou no local a construção da Escola do Amanhã.

 O projeto

Uma reunião aconteceu entre alguns moradores e a secretária de Educação, Marilene Cardoso, na sexta-feira (24), e novo encontro está marcado para esta semana. 

Os organizadores veem que a demolição (neste momento, materiais que podem ser reutilizados) só começou por conta do movimento, já que até então não havia nenhuma ação do tipo. Agora, os moradores esperam por respostas sobre o projeto da nova escola (que está sendo feito pela AMFRI) e também sobre os recursos para a construção e quando ela irá começar.

“Faz parte da história de Balneário Camboriú”

(Divulgação/Solidariza.BC)

O vereador Marcelo Achutti participou e elogia que a organização partiu da comunidade, sem ser um movimento político e sim de pessoas que estão preocupadas com o futuro do CIEP. 

“É importante a comunidade saber como vai ficar, quando vai começar a obra. O importante é que seja construída uma escola como era o CIEP, de ensino integral, pois ele faz parte da história de Balneário Camboriú. Eu entendo que falta informação, pois há muitos anos já se sabia do problema com o amianto, não é de hoje. A comunidade segue esperando uma resposta”, diz.

Achutti salienta ainda que entende que a Secretaria de Educação ‘resolveu’ a situação transferindo os alunos que lá estudavam e os funcionários, mas lembra que o que os moradores desejam é que seja construída uma escola nos moldes do CIEP. 

“Porque atendia os bairros Municípios, Vila Real, Iate Clube e parte do Centro. Não pode simplesmente ficar por isso. Esperamos que não demore. O CIEP tem história na cidade que precisa ser respeitada”, completa.

O que diz a Secretaria de Educação

Através de nota, a Secretaria de Educação informou ao Página 3 que não se trata de uma demolição de edificação tradicional, já que o telhado e paredes são feitos de chapas de amianto. Portanto, houve a obrigatoriedade da elaboração de um projeto técnico de demolição por conta da toxicidade desse material; e por determinação judicial, a construção teve que ser esvaziada (com os alunos sendo transferidos para a rede particular de ensino, com uniforme e materiais inclusos; e os profissionais também foram remanejados para outras unidades da rede municipal, sem quaisquer ônus trabalhistas).

Foi informado ainda que uma licitação será aberta para contratação de empresa especializada para o recolhimento e armazenamento do material (amianto). 

Após a demolição (que já começou, no momento estão sendo retirados do local alguns itens como portas, janelas, que serão reaproveitados), no mesmo espaço será construída uma nova escola (a Escola do Amanhã). 

O projeto arquitetônico para a unidade está pronto desde 2021, e já foi enviado ao Ministério da Educação (MEC). 

A Secretaria salienta ainda que denúncias de invasão ou de pessoas usando drogas no CIEP devem ser feitas no 153 (Guarda Municipal) ou 190 (Polícia Militar). Utilização do local por moradores em situação de rua deve ser denunciada no número 156, da Abordagem Social.

(Video Divulgação/Solidariza.BC)

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