APAE de Balneário Camboriú comemora 37 anos de fundação

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A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Balneário Camboriú (APAE) comemorou 37 anos no último dia 14. Ela foi fundada em 1984 em uma reunião no Sindicato de Hoteleiros de Balneário Camboriú, quando um grupo de pessoas da comunidade e alguns representantes do legislativo municipal discutiram a necessidade da instituição, já que havia muitas pessoas com deficiência que não possuíam atendimentos em Balneário Camboriú.

Sede antiga da Apae (Arquivo/APAE)

O projeto para criar a APAE foi da vereadora Remi da Silva Osório, conforme consta na ata de fundação. Nessa mesma reunião foram definidas algumas questões como aluguel de uma casa, manutenção desta e contratação de motorista, merendeira e professora especializada. 

No mesmo mês, aconteceu uma segunda reunião para discutir e aprovar os Estatutos.

No período subsequente, houve um grande empenho junto à prefeitura para a locação de um imóvel para o funcionamento da escola e da Fundação Catarinense de Educação Especial para a realização de convênio para a cedência de professores para atuar na Escola Especial no ano de 1986.

Durante o mês de julho de 1985, o prefeito colocou à disposição uma kombi para os alunos, nos horários necessários, até que a Associação conseguisse adquirir um transporte próprio. Também assumiu o compromisso de contratar serventes, vigias, professores e auxiliar com suplementação alimentar dentro da medida do possível. 

Sede atual da APAE na Rua 1926, Centro. (Arquivo/APAE)

Aulas iniciaram com 37 alunos

Em setembro de 1985 foi alugada uma casa, na Rua 2.101, nº 301 para a Escola Especial e em março do ano seguinte, as aulas iniciaram com 37 alunos, cinco professoras especializadas (pagas pelo Estado), três professoras, um vigia e duas merendeiras (pagos pela Prefeitura). A condução e o motorista também foram cedidos e pagos pela Prefeitura. 

Gradativamente, a Escola Especial foi ampliando seu número de matrículas e melhorando sua estrutura física e de recursos humanos. 

A sede da APAE permaneceu no mesmo local, Rua 2.101, nº 301, até o ano de 1994, quando passou a funcionar na Rua Líbia, nº 145, no Bairro das Nações.

(ArquivoAPAE)
(ArquivoAPAE)

Em 20 de junho de 1995 a APAE inaugurou a sua sede própria, construída pelo então prefeito Luís Vilmar de Castro, situada na Rua 1926, nº 1260 – Centro.

(ArquivoAPAE)

Em defesa dos direitos

A APAE tem como missão estatutária promover e articular ações de defesa de direitos e prevenção, orientações, prestações de serviços, apoio à família, direcionadas à melhoria da qualidade de vida da pessoa com deficiência e à construção de uma sociedade justa e solidária. Atua nas áreas da Educação, Saúde, Trabalho e Assistência Social.

A APAE em seus 37 anos de história sempre buscou e permanece buscando qualificar suas ações no sentido de fazer valer suas finalidades estatutárias, bem como, contribuir na luta pela garantia de direitos das pessoas com deficiência. Atualmente atendemos 210 alunos, sendo de 0 a 6 anos no programa Estimulação Precoce, de 7 a 17 anos no SAESP – Serviço Especializado, de 18 a 65 anos jovens, adultos e idosos frequentam 4 horas como uma escola normal.


“Nenhum prefeito disse não para APAE, os pais acreditam no trabalho e a comunidade é muito presente”

(Arquivo/APAE)

A afirmação é da diretora da Apae, Sandra Luchtenberg que trabalha na instituição desde 1992. Começou como professora, conhece a história e a evolução na ‘palma da mão’. Em 2007 assumiu a direção da escola.

Nesta reportagem Sandra fala sobre a instituição, sua experiência à frente da escola e o funcionamento da mesma.

JP3 – Todas as instituições sofreram muito na pandemia. Como foi com a Apae?

SandraEm tempos de pandemia tivemos que nos reinventar, tínhamos que fazer os atendimentos, relatórios, prestação de contas, logo fomos para os atendimentos remotos para os alunos, alguns indo na própria casa levando as atividades, orientações, enfim, foi um momento bem delicado, ainda mais por serem de grupo de risco, o cuidado foi redobrado.

JP3 – Quantos alunos tem hoje na escola?

SandraAtualmente temos 210 alunos

JP3 – A maioria são crianças?

SandraHoje atendemos 33 crianças de 0 a 6 anos, algumas estão matriculadas em Núcleos Infantis; 36 no Saesp (Serviço especializado), de 7 a 18 anos, estes todos vem no contraturno, pois só podemos atender se estiverem no ensino regular. Os demais 141 de 18 a 65 anos, frequentam todos os dias 4 horas por dia.

JP3 – Qual o custo mensal da instituição?

SandraO custo é bem alto, os recursos são oriundos da prefeitura, governo estadual e federal, clubes de serviços e comunidade em geral. Infelizmente com a pandemia não fizemos nossos eventos em 2020 e 2021.

JP3 – Ainda existem muitas crianças fora da escola?

SandraComo a Apae tem um vínculo muito forte com a rede de atendimento no município, logo as pessoas com deficiência são encaminhadas para nós, creio que são poucos que estão sem atendimento hoje”.

JP3 – O que representa para você esses 37 anos da Apae?

Sandra – Hoje olhando os álbuns de fotos, desde 1992 quando entrei como professora ainda lá na rua do Hotel Marambaia, pude relembrar das nossas lutas, e para minha alegria, percebo o quanto evoluímos em todos os sentidos, o quanto fizemos valer nosso trabalho, nosso acolhimento às famílias, o quanto crescemos também na parte de estrutura. Hoje com piscina, ginásio de esportes, veículos novos que recebemos do Ministério da Cidadania, faz tudo valer a pena! Tudo isso só foi possível devido a equipe que tem por trás, todo prefeito eleito em Balneário Camboriú nunca disse não para Apae, as pessoas voluntárias, diretoria, profissionais de qualidade, os pais por acreditarem em nosso trabalho e à comunidade de nosso município sempre muito presente! São 37 anos de vitória e seguimos em frente, porque tem muita novidade boa por vir! Gratidão é a palavra da Apae a todos que, de uma maneira ou de outra, fizeram ou fazem parte da história.

Tudo isso só foi possível devido a equipe que tem por trás”, disse Sandra (Arquivo/APAE)

Presidentes da APAE

  • Iolanda Achutti – 1984 a 1992;
  • Rosires Maria Schweder – 1993 a 1998;
  • Carmen Elizabeth Sylvia Franzke – 1998 a 2002;
  • Maria Inês Muliterno Siliprandi – 2002 a 2004;
  • Valceni Mª Claudino Vieira dos Santos – 2004 a 2007;
  • Iara Maria Flores Agne – 2008 a 2010;
  • Margid Rinnert Buckstegge – 2011 a 2016;
  • Isabela Sava Bueno – 2017 a 2019;
  • Margid Rinnert Buckstegge – 2020 até o momento atual 

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(Arquivo/APAE)

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