Balneário Camboriú é a única cidade de SC quase 100% saneada, mas situação de Camboriú preocupa

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Balneário Camboriú é a única cidade catarinense a figurar no ranking da Universalização do Saneamento, divulgado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) o recentemente. 

(Divulgação/PMBC)

O estudo indica que apenas 116 cidades brasileiras estão próximas de atingir a cobertura dos 100% desejados e Balneário é uma delas (e a única de SC), pelo segundo ano consecutivo. 

Porém, enquanto o município é destaque nesse sentido, a vizinha Camboriú não conta com saneamento, preocupando no que diz respeito ao Rio Camboriú, para onde praticamente todo o esgoto é depositado. 

O diretor-geral da Emasa, Douglas Costa Beber Rocha, explica que o resultado é positivo, porém preocupante quando se pára para pensar que a cidade é a única do Estado a figurar na lista, já que uma cidade saneada está atrelada a questões ambientais e de saúde pública.

“Balneário está em um grupo seleto e completa basicamente todo o ciclo de saneamento, que vai desde o sistema de abastecimento de água, que temos 100% de cobertura na cidade, e também o recolhimento e destino final dos resíduos, a própria drenagem, com a grande obra de manutenção que estamos fazendo através da Secretaria de Obras, e o tratamento dos resíduos. Isso mostra a preocupação que esse governo e o prefeito Fabrício Oliveira possuem”, diz. 

Douglas cita também a saúde dos rios, como o Marambaia, que também melhorou consideravelmente por conta das ações implantadas, assim como a balneabilidade das praias. “Enquanto nós figuramos nessa lista, infelizmente o município vizinho (Camboriú) não conta com nem 1% de rede de esgotamento sanitário, e isso é muito triste, porque acaba poluindo dois rios, Peroba e Camboriú. É importante que as autoridades de Camboriú comecem a ter o mesmo olhar que Balneário vem tendo, que olhem para o meio-ambiente e reflitam que a questão do saneamento está atrelada também à saúde, vida e economia, pois muitos investimentos são feitos levando em consideração o saneamento das cidades”, acrescenta. 

A secretária do Meio Ambiente de Balneário, Maria Heloísa Lenzi, aponta que a universalização do saneamento está atrelada à qualidade de vida. 

“Balneário ter esgoto e água potável em todos os bairros nos leva para um outro nível, tanto que somos destaque nesse ranking; e sempre éramos muito criticados no que se diz respeito ao meio-ambiente, mas estamos correndo atrás para mudar esse mito, e de forma muito efetiva. Ter quase 100% do saneamento mostra o quanto o prefeito Fabrício está comprometido com a qualidade de vida e com o meio-ambiente”, afirma. 

Sobre Camboriú, Heloísa vê que o problema é muito sério e que precisa ser resolvido. Como o Rio Camboriú deságua diretamente no mar da praia central, Balneário também é afetada diretamente, e uma das causas dos briozoários (as ‘algas’ que aparecem na praia) são os dejetos orgânicos, que os ‘alimentam’, além de outras questões como incidência solar, etc. 

“Isso gera problemas na qualidade da água, mas os nossos esforços têm dado resultados, tanto que a balneabilidade da praia só se altera quando chove muito forte. A praia não está mais poluída. De forma mais objetiva e técnica, quando temos altos níveis de esgoto sendo lançados nos rios, ocorre a eutrofização que é a baixa na disponibilidade de oxigênio dissolvido na água, afetando todas as formas de vida no ambiente aquático. Essa redução das formas de vida pode gerar problemas ambientais, mas também econômicos, afetando o turismo e a pesca. Portanto, cuidar das nossas águas é o básico para termos uma cidade turística que seja excelente para morar e visitar”, completa. 

Saiba mais 

O estudo feito pela ABES, onde Balneário aparece como a única cidade de SC, é um instrumento de avaliação do setor do saneamento no Brasil que identifica o quão próximo os municípios estão da universalização do saneamento. Realizado com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o estudo avalia o percentual da população das cidades brasileiras com acesso aos serviços de abastecimento de água, coleta de esgoto e de resíduos sólidos, além de verificar o quanto de esgoto recebe tratamento e se os resíduos sólidos recebem destinação adequada. 

Baseado nestes indicadores, a ABES faz um ranking de pontuação geral das cidades que vai de 0 a 500. O ranking edição 2021 reúne 1670 municípios, divididos entre grande porte (acima de 100 mil habitantes) e pequeno e médio porte (até 100 mil). 

Para ser classificada como “rumo à universalização” é necessário ter mais de 489 pontos, e Balneário Camboriú alcançou 494,87 sendo o único município do estado de Santa Catarina a obter essa classificação, tanto entre as cidades de grande, como de pequeno e médio porte. Já entre as 37 cidades brasileiras de grande porte classificadas como “rumo a universalização”, BC ocupa a 26ª posição; e no geral entre as 116 cidades, está em 67ª no ranking. 

Considerando que os dados analisados são de 2019, por conta da defasagem de dois anos entre a coleta dos dados e a divulgação pelo Ministério do Desenvolvimento Regional por meio do SNIS; o percentual de coleta de esgoto de Balneário Camboriú aparece em 94,87%, um pouco abaixo dos atuais 98%. No comparativo com o ranking de 2020, BC atingiu 492,46 pontos e ficou entre as 98 cidades brasileiras classificada como “rumo à universalização”, ocupando a 75ª colocação geral e 33ª posição entre as 40 cidades da categoria grande porte.

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