Balneário Camboriú entre os oito destinos brasileiros que receberam o selo de segurança no turismo ‘Safe Travels’

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Por: Marlise Schneider Cezar

O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (World Travel & Tourism Council (WTTC) reconheceu Balneário Camboriú como cidade alinhada aos protocolos sanitários internacionais contra Covid-19 e emitiu esta semana o selo de segurança ‘Safe Travels’. No Brasil, oito destinos conquistaram o selo até agora, quatro deles estão no sul: Balneário Camboriú, Florianópolis, Bento Gonçalves e Canela.

O secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Balneário Camboriú, Geninho Goes disse que este selo mostra que além da cidade estar alinhada com os protocolos de segurança recomendados pela OMS, demonstra sua preocupação com a saúde, não só de turistas como também dos moradores. 

“Mas continua sendo fundamental que as pessoas respeitem esses protocolos, que as empresas continuem exigindo uso de máscara, colocando álcool em gel à disposição, respeitando o distanciamento, os restaurantes com a questão de segurança principalmente na limpeza e as pessoas seguindo tudo isso, porque se tem um protocolo mas as pessoas não respeitam, ele não vale nada. O selo mostra que estamos no caminho de segurança e proteção, mas sempre será fundamental a conscientização das pessoas. Se cada um fizer a sua parte, o todo dá certo”, disse o secretário. 

O ‘Safe Travels’

(Hildo Júnior)

O objetivo do WTTC Safe Travels é orientar os visitantes, para que identifiquem os locais e as empresas que aderem às boas práticas em relação à higiene e segurança. Ele foi criado para levar confiança aos turistas e desta forma impulsionar o setor, devastado pela pandemia.

Foi desenvolvido em colaboração com as principais associações e organizações internacionais do setor. A análise dos protocolos de segurança leva em conta diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que são revisadas e atualizadas de acordo com as novas informações disponíveis sobre o novo coronavírus.

O secretário Geninho explicou que para receber este selo, o município precisa estar alinhado com os protocolos da OMS. A turismóloga da Secretaria de Turismo mandou os protocolos realizados por Balneário Camboriú, eles são avaliados e depois certificam aqueles que estão fazendo o mínimo esperado pela OMS, para poder receber turistas.

“Com os dados do WTTC assinamos um termo de que os protocolos estão sendo feitos aqui. Acaba sendo algo mais de vigilância sanitária do que de turismo, porque o turismo não é um orgão fiscalizador dessas questões sanitárias. Mas como o WTTC corresponde ao turismo nós informamos para eles que aqui todos os procedimentos estão sendo aplicados”, segue Geninho. 

Selo Turismo Responsável – Limpo e Seguro

(Ministério do Turismo)

O Ministério do Turismo lançou em junho do ano passado o selo ‘Turismo Responsável – Limpo e Seguro’, para equipamentos e empreendimentos turísticos, com recomendações e procedimentos definidos para cada setor. 

O objetivo é incentivar a retomada segura do turismo.

Em março último, de acordo com dados divulgados pelo Ministério, 27 mil estabelecimentos turísticos em todo o país já possuíam o selo “Turismo Responsável, Limpo e Seguro”. Proporcionalmente, os estados de Alagoas (46,10%), Rio Grande do Norte (41,72%), Bahia (36,48%) e Maranhão (30,59%) abrigam os maiores percentuais de estabelecimentos com o documento.

Balneário é um dos três que lideram a adesão em SC

Em Santa Catarina três em cada quatro estabelecimentos ainda não aderiram ao selo Turismo Responsável. Balneário Camboriú, Florianópolis e Blumenau são os municípios que mais emitiram a certificação no Estado.

Até o momento, 1.432 selos foram emitidos no estado, com destaque para os meios de hospedagens (426), transportadoras turísticas (287) agências de turismo (254).

De acordo com o Ministério do Turismo, esse número representa pouco mais de 23% dos estabelecimentos turísticos de Santa Catarina que aderiram ao Selo Turismo Responsável, após mais de 10 meses de seu lançamento.

Os maiores percentuais no país

O Ministério do Turismo divulgou que entre os segmentos, parques aquáticos e empreendimentos de lazer (47,43%) lideram a adesão, seguidos pelos temáticos (46,93%), meios de hospedagens (36,57%) e acampamentos turísticos (34,01%).

Ao todo, 15 atividades turísticas, como meios de hospedagem, parques temáticos, restaurantes, cafeterias, bares, centros de convenções, feiras, exposições, guias de turismo, entre outros, podem aderir ao selo e promover as boas práticas validadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em tempo de aderir

Para solicitar o selo, o estabelecimento precisa apresentar situação regular no cadastro de prestadores de serviços turísticos (Cadastur). Após se regularizar, é preciso acessar o site do Selo Turismo Responsável, ler as orientações e declarar atender aos pré-requisitos determinados.

Em seguida, o interessado é encaminhado para uma área do site onde pode fazer o download do selo para impressão. Para utilizar o selo em local físico, o empreendedor deve colocá-lo em local de fácil visualização do cliente.

O estabelecimento pode oferecer um QR Code para que os turistas verifiquem quais são as medidas adotadas por aquele empreendimento e/ou profissional.

Selo Balneário Camboriú

(Divulgação/CVBC)

Dentro do planejamento anunciado na posse do secretário Geninho, um ítem refere-se a ‘Turismo de Qualidade’.

“A ideia é lançar cinco selos, para o empreendimento conquistar todos, vai levar um certo tempo, porque queremos alinhar protocolos de segurança, de saúde, de treinamento, são vários selos que irão qualificar um empreendimento. Para ter o selo máximo, ele precisa ter um bom atendimento, precisa ter acessibilidade, segurança, ambiente saudável, tudo que a gente precisa para oferecer um bom serviço e atender bem o turista. Dentro do nosso planejamento o selo de qualidade reúne todos esses requisitos”, afirmou Geninho.

Protocolos ficarão para sempre

Na opinião do secretário, os selos servem para dar um norte do que é preciso ser feito para que turistas voltem a ter confiança para viajar e moradores voltem a ter confiança para receber visitantes.

“Acredito que estes protocolos vão além da pandemia, porque não é só o Covid que é transmitido dessa forma…as pessoas vão estar muito mais ligadas na questão de saúde. Lembro quando eu viajava eu via principalmente os orientais, japoneses, chineses com máscara e eu pensava porque estão usando…mas para eles, viajando para alguns países, era algo comum. Acho que a pandemia trouxe essa preocupação para o mundo. Penso que algumas questões de higiene irão se transformar em padrão nos estabelecimentos, como a limpeza em hotéis, no elevador, os cuidados no bufê do restaurante, ter aquela proteção de alimentos, uso de luvas para servir, porque as pessoas conversam por cima do bufê…Tudo isso me leva a acreditar que vai haver uma mudança de consciência que vai além da pandemia, porque os cuidados que precisamos ter com a saúde e com a higiene nesses locais públicos ficarão para sempre”, concluiu Geninho.


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