Balneário Camboriú ganhou mais uma atração turística que une a Rainha, o Molhe, a Roda Gigante e o Deck

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Com a revitalização da Estrada da Rainha entregue na sexta-feira (3), o Pontal Norte tornou-se um novo complexo turístico, que reúne vários atrativos: o Molhe, a Roda Gigante, o Deck e a Rainha com sua pista sinuosa, que vem atraindo olhares e comentários país afora.

A inspiração

(Divulgação)

O projeto da transformação começou no primeiro governo do prefeito Fabrício Oliveira, quando Edson Kratz e os arquitetos da Secretaria do Planejamento se inspiraram na Lombard Street, uma rua sinuosa para carros, em São Francisco (EUA).

Edson Kratz deixou o governo em 2018, mas a ideia continuou. 

Esta semana, o ex-secretário disse que ficou feliz que o projeto foi executado.

“Imaginávamos que fosse possível fazer aqui, num conceito que utilizaria essa forma sinuosa e se pensava na ciclovia em si e ao longo do trecho, talvez ainda vá ser feito, mas pensava-se na época, fazer pequenos platôs ao longo do trecho, para as pessoas sentar em pequenas praças para ali ter uma apresentação para apreciar uma arte, um cantor cantando, um pintor pintando, alguém declamando, outros lendo. Ou só sentar, descansar e contemplar essa imagem maravilhosa”, comentou Kratz.

Ele segue dizendo que no princípio essa lombard street seria feita na pista dupla.

“Mas houve uma inversão inteligente, porque o parque linear ficou anexo ao morro e ali podem surgir inúmeras outras opções futuras, assim como acredito que esses pequenos platôs na descida ainda serão feitos”, resumiu.

A sequência

Os primeiros traços (Foto Divulgação/PMBC)

O engenheiro Rubens Spernau, secretário de Potencial Construtivo da prefeitura, disse que seguiu o conceito desenhado por Edson Kratz e equipe.

“Posteriormente com a necessidade de reduzir a velocidade das bicicletas de alguma forma, sem criar uma imagem urbana que fosse distorcida em um ambiente tão exuberante e único como este, talvez um dos cenários mais deslumbrantes da nossa cidade, fomos construindo de uma forma conjunta, o Mazoca, o prefeito participou, mudamos a geometria algumas vezes, fizemos com meio fio móvel para que pudéssemos deslocar na medida da necessidade para chegar a um desenho que contemplasse segurança em primeiro lugar”, colocou.

Segundo Spernau, desde o princípio, a segurança foi o ponto predominante, já que muitos acidentes, alguns fazendo vítimas fatais, preocupavam muito. 

“Queríamos segurança sobretudo, mas que pudesse deslumbrar um cenário marcante. Nesse contexto todo, unindo ciclovia, molhe, o próprio deck mais antigo, a roda, o Pontal Norte hoje é motivo de orgulho para todos nós e o Fabrício de modo especial, porque excetuando o deck, as outras obras que mudaram muito o cenário…o molhe, a própria roda que foi uma luta travada na época pelo secretário Edson e pelo prefeito, e essa última obra agora, premia todos nós…Fico feliz hoje quando passo ali e vejo as pessoas fotografando aquele pontal. É uma obra pensada a muitas mãos e que atingiu o que imaginávamos: um cenário maravilhoso e um ambiente único…”, disse Spernau.

A execução

Obras e Paisagismo coloriram a Rainha (Divulgação/PMBC)

O secretário de Obras, Osmar de Souza Nunes (Mazoca) foi o executor da ‘reforma’, mas disse que quem liderou o serviço foi o diretor geral da Secretaria de Obras, Almir da Silva.

“O secretário Rubens Spernau junto com a Secretaria de Planejamento solicitou a realização do projeto em conjunto com a Associação de Ciclistas de BC. O objetivo foi criar mais um atrativo turístico em nossa cidade”, disse.

A ciclofaixa foi revitalizada, recebeu camadas de asfalto quente, sinalizações e obstáculos. As mudanças na estrutura cicloviária foram discutidas e decididas em várias reuniões do BC Trânsito, junto com representantes da Associação de Ciclismo.

A Rainha recebeu 1 quilômetro de asfalto requalificado; implantação de um passeio público; fixação de meio-fio em toda a extensão da ciclovia; bancos para descanso, o retaludamento da encosta, que recebeu hidrossemeadura e duas calhas, para evitar deslizamentos. A pista de rolamento foi passada para uma via que estava sem uso. A equipe da Secretaria de Obras juntamente com o setor de Paisagismo realizou o trabalho. A ideia de iluminação foi do prefeito Fabrício. Foi feito calçada em toda extensão, pista de caminhada e ciclovia.

“A ideia do conjunto, do atrativo foi do Spernau, pela sua visão, que todos nós conhecemos. Minha opinião é que temos um novo e grande atrativo”, finalizou Mazoca

O consultor

“É uma ciclovia para passeio e contemplação” (Divulgação/PMBC)

A Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú funcionou como uma espécie de consultoria neste projeto. 

O conselheiro de mobilidade da Associação, Luiz Carlos Chaves, q ue participou desde o início, disse que as primeiras curvas eram muito fechadas.

“Indicamos que deveriam ser com menos angulação, mais abertas e a pista mais larga para que pudessem passar dois ciclistas ao mesmo tempo. A indicação para ser sinuosa foi feita exatamente para dificultar que o ciclista desempenhe alta velocidade na descida, mas como temos visto, independente do grau da curva, que ela seja 90 graus ou da forma que está hoje, vai depender do bom senso do ciclista em descer ali em baixa velocidade. freando sempre”, comentou. 

Chaves está acompanhando a divulgação da ‘nova Rainha’ em todo o país.

“Estão divulgando como uma ciclovia sinuosa. Alguns criticam que por ser sinuosa, ela dificulta a descida ou a subida. Mas o objetivo foi priorizar aqueles que não pedalam com frequência, aqueles que vêm frequentar como turismo, alugam bicicletas. Com um trecho sinuoso na subida, eles conseguem desempenhar velocidade menor e exercer menos força no pedal. Se você for subir a ciclovia da Rainha em linha reta vai exigir muita força e pessoas que não tem tanta experiência não conseguiriam”, detalhou o ciclista. 

Ele disse que é desta forma que a Associação vê a ‘nova Rainha’.

“Não é uma ciclovia para treinamento, é para passeio e contemplação. Eu a vejo como uma ciclovia iconica. A descida da ciclovia é para contemplar, é uma vista linda…

mas de toda forma, volto a afirmar: ela só vai ser segura a partir do bom senso. Se a pessoa quiser descer a 100km por hora ela vai descer e vai se machucar, mas se descer de forma tranquila, vai estar cuidando dela e das outras pessoas ao redor”, aconselhou Chaves Junior.

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