Balneário Camboriú não tem novos casos de dengue desde agosto, mas cuidados não podem parar

Balneário Camboriú não tem novos casos de dengue desde agosto, mas cuidados não podem parar

Dados do Programa Municipal de Combate a Dengue registram que Balneário Camboriú tem hoje 907 focos do mosquito Aedes aegypti, 208 casos autóctones (contraídos dentro do município), 54 indeterminados, dois casos importados de dengue e um importado Chikungunya e nenhum caso novo desde agosto.

A diretora da Vigilância Ambiental, Eliane Guedes Casatti, disse que o cenário atual deve-se ao trabalho dos agentes de endemias e aos cuidados da população. Mas alertou que é preciso manter essa parceria para evitar novo crescimento principalmente pela proximidade do verão.

“Desde agosto não tivemos mais casos. Mesmo assim não podemos descuidar, continuamos nas visitas com o objetivo de eliminar os criadouros da fêmea do Aedes aegypti e orientar a população sobre os cuidados com a Dengue, Zika e Chikungunya”, reforçou.

Eliane destaca que mesmo durante a pandemia o trabalho dos agentes continuou e afirma que os cuidados da população foram importantes para conter os números.

“Se ambas as partes não participarem já poderíamos ter uma epidemia de Dengue, além da pandemia de Covid-19 e muito importante lembrar que com a chegada do verão, os cuidados devem ser redobrados, devido ao calor e chuva, a cidade recebe muitos visitantes, o risco se torna maior, mas se a população colaborar com o trabalho dos agentes, a tendência é não ter, mas isso vai depender do apoio da população em manter os cuidados”, orientou.

De janeiro a setembro, os agentes do programa realizaram 97.914 visitas em comércios, residências, terrenos, entre outros estabelecimentos.

Eliane explicou que nestas quase 100 mil visitas estão incluídas as armadilhas e os pontos estratégicos visitados toda semana e que integram o ciclo de visitas que realizam em todo o município.

“Eles visitam todo o município pelo menos a cada dois meses. Estamos na terceira etapa de visitas. Funciona assim: fazemos o primeiro ciclo de visitas, depois voltamos novamente, conforme vai acabando o ciclo, vamos reiniciando novamente. Em um ano fazemos pelo menos cinco ciclos de visitas a cada dois meses estamos passando na residência do morador, que é também o tempo de durabilidade do larvicida. Mas sempre que houver necessidade, uma suspeita, retornamos antes ao imóvel também, para controlar a situação”, explicou.

Os agentes estão identificados e cumprem todas regras do protocolo de segurança do Covid 19.