BC Investimentos finaliza sondagem de investidores no Morro do Careca, Passarela da Barra e Mercado Público

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A presidente da BC Investimentos, Maria Pissaia disse que nesta sexta-feira (10) encerra as entrevistas com as empresas interessadas em explorar comercialmente o Morro do Careca e a Passarela Barra, assim como construir e gerenciar o futuro Mercado Público da Barra. A sondagem de mercado apresentou interessados em todos os projetos. A próxima fase é a licitação, mas o processo que envolve o Mercado é mais demorado.

Interessados em comercializar voos, o grande atrativo do Careca, não apareceram ainda, diz Maria. (credito – Divulgação/CVBC)

Morro do Careca

O mais procurado

Licitação poderá ser lançada na metade do ano (credito – Divulgaçaão/PMBC)

Segundo Maria, a sondagem do Morro do Careca foi a que mais teve participação de empresários e sociedade civil organizada. Foram realizadas, ao total, nove entrevistas. 

“É um ativo que desperta muito interesse, pois é um espaço público de referência em Balneário Camboriú. Houve muitos interessados em instalar lá negócios sustentáveis e ouvimos também associações de paraquedismo, voo livre, e dos bairros Praia dos Amores e Brava”, conta.

A situação do Morro do Careca vem se arrastando desde 2019, quando a juíza Adriana Lisbôa, da Vara da Fazenda Pública, acatou o pedido do Ministério Público para tirar a Associação de Voo Livre do Morro do Careca (Amca) de lá, seguindo o entendimento de que o atrativo turístico estava sendo explorado sem licitação, e por ser um bem público precisa ser licitado. A Amca administrava o local desde 2010, com base em um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). Desde então, não acontecem no local os voos de instrução (voos duplos de parapente, que tornaram o Morro do Careca conhecido nacionalmente), que só poderão voltar quando a prefeitura licitar a ocupação do espaço.

A presidente da BC Investimentos salienta que não houve, até o momento, nenhuma procura de interessados em comercializar voos no local – a grande preocupação seria seguir com os saltos individuais, de quem pratica o esporte como um lazer. 

“Houve interessados em empreender no Morro, apresentamos para eles as características do local, a área em que pode ser construída. Foi um momento de troca. Sugerimos instalação de um restaurante panorâmico em forma de ‘balanço’, que pode ser construído no estacionamento, além de quiosques mais elaborados que podem comercializar alimentos saudáveis, trilhas de observação, exploração de algum tipo de tirolesa que ligaria o topo do Morro ao acesso da Praia dos Amores, mas tudo isso mantendo o espaço de voo”, acrescenta, citando que coletaram muitas informações que serão a base para projetos sustentáveis a serem instalados no Morro, a serem pontuados na licitação.

Maria informa que o projeto está no trâmite legislativo, já o repassaram para a Articulação e em breve tende a ir para a Câmara de Vereadores, após aprovação do projeto iniciam então o termo de concessão. Se não houver atrasos, o governo espera até maio estar com o processo estruturado, com a licitação sendo lançada até o meio do ano.

Passarela da Barra

Não haverá cobrança para circulação

Sete interessados em cuidar da passarela (credito – Divulgação/PMBC)

Atualmente, a Passarela Manoel Firmino da Rocha, que liga a Barra Sul com o Bairro da Barra, é gerenciada pela Secretaria de Turismo, responsável pela manutenção do local – o que já foi alvo de denúncias por parte da comunidade devido ao estado de conservação. 

A proposta da BC Investimentos é que a empresa que vencer a futura licitação cuide de toda a manutenção do local, incluindo elevadores, iluminação, etc. 

“São 2.100m ociosos que poderão ser utilizados para desenvolvimento de atividades econômicas. Entrevistamos sete empresas, apresentamos metragens, fotos, intervenções estruturais que podem surgir. Não haverá nenhum impedimento de circulação, o espaço é público e continuará sendo, para livre acesso na estrutura e elevadores”, explica.

Foram apresentados projetos de restaurantes e até um museu, além de empresas de tecnologia e desenvolvimento que podem alugar espaços para trabalho. 

“Também ouvimos a comunidade, que está preocupada em manter o ambiente com características culturais. A ideia é transferir para a iniciativa privada toda a gestão, que hoje é da Sectur. Temos muitos subsídios para elaborar o edital de licitação. O projeto já foi para a Articulação e está em andamento assim como o do Morro do Careca”, aponta.

Mercado Público

Processo é diferente e pode demorar

(credito – Divulgação/PMBC)

O Mercado Público, que já foi alvo de polêmica na fase de projeto, já que a ideia inicial era construí-lo onde hoje é a Praça do Pescador [foi aprovada emenda do vereador André Meirinho, em 2020, que proibiu isso, porque há um terreno nas proximidades que é da prefeitura e foi escolhido ainda por Leonel Pavan e Rubens Spernau para o projeto], também foi discutido. 

Segundo Maria, duas empresas interessadas em construí-lo se apresentaram. O projeto é diferente exatamente por isso: não se trata de um local já existente, como o Morro e a Passarela, por isso será um processo mais longo e demorado. 

Teremos ainda que apresentar visibilidade, financeiro. Fizemos um levantamento das empresas interessadas em construir e explorá-lo por um tempo. A construção não será pública, quem ganhar terá que construir”, diz.

Além das duas empresas interessadas, a BC Investimentos também ouviu a sociedade civil, principalmente os pescadores artesanais, que esperam e lutam pelo Mercado há mais de 20 anos – para eles haverá o Mercado do Peixe, no lado externo, às margens do Rio Camboriú. 

“Há a preocupação com a manutenção do perfil histórico da Praça do Pescador, assim como a preservação da Casa Linhares e seus arredores e da igrejinha da Barra. Não queremos ofuscar o potencial histórico, nos preocupamos com isso. Ainda vamos ouvir mais pessoas, porque os moradores querem contribuir com o que será explorado no local”, comenta.

Ainda não foi discutido o que será comercializado dentro do Mercado Público, mas a presidente afirma que a prefeitura pretende orientar. Porém, como a gestão será privada a decisão ficará ao cargo de quem ganhar a licitação. 

“É um processo diferente, ainda temos um caminho longo até o início das obras. Nesse momento estamos fazendo a complementação da modelagem jurídica. O processo licitatório de uma obra desse porte tende a ser demorado, já que há também a avaliação do Tribunal de Contas, mas estamos com o projeto na mesa e correndo para fazer ele dar certo”, finaliza.

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