Briga na Avenida Atlântica repercute, comandante da Guarda dá explicações

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Uma briga na tarde de terça-feira (8), por volta de 17h, na Avenida Atlântica, repercutiu nas redes sociais pela participação de Juliano Wandalen, o ‘Ninja’, marido da vereadora Juliethe Nitz, que já se envolveu em outras situações de violência.

Através das imagens é possível ver que um homem é imobilizado pelo lutador. O comandante da Guarda Municipal, Douglas Ferraz explicou que foi uma discussão que evoluiu para briga.

Ele disse que o procedimento dos guardas que atenderam a ocorrência foi padrão. O relato repassado foi de que dois irmãos (uma mulher e um homem) estariam consumindo entorpecente maconha na praia central e que Juliano Ninja os repreendeu, os três discutiram e os dois homens acabaram brigando.

“O guarda-vidas chamou a Guarda Municipal e Juliano Ninja imobilizou o homem até a chegada da Guarda. Os três foram conduzidos à delegacia, assim como testemunhas que estavam no local. No relato, tanto da ocorrência, como no boletim de ocorrência, não houve qualquer menção de injúria racial ou qualquer outra coisa, nem por testemunhas, só vi isso em mídias sociais; foi feito o termo circunstanciado pela via de fato”, diz.

Segundo Ferraz, os envolvidos responderão em liberdade já que é um crime de menor potencial ofensivo e nenhum dos envolvidos se feriu gravemente.

Homem reclama de agressão

O homem, que não foi identificado, alegou em redes sociais que não houve motivo para a agressão e que ele e a irmã foram ‘encarados’ por Juliano que o pegou por trás e o socou no queixo.

O homem foi derrubado na calçada e imobilizado pelo lutador. Eke alega que guarda-vidas teriam se aproximado para auxiliar Juliano, e que seriam amigos pessoais dele.

“Acredito que o motivo foi racismo, pois ele não parava de me chamar de preto e minha irmã de sapatona […] dizendo que ia ‘estrupa’ ela. […] Já abri processo contra racismo e vou levar isso adiante”, escreveu. O homem também citou um guarda municipal, que teria levado Ninja até a delegacia.

Comandante nega privilégios

Sobre o comentário do envolvido de que Ninja teria tido privilégios – ele já ministrou aulas de luta para os guardas municipais em 2018 e 2019 – o Comandante Douglas nega, salientando que não há qualquer vínculo com a Guarda e que os guardas que atenderam o caso ‘agiram com isonomia’.

Não foi encontrada maconha

O Comandante confirmou ao Página3 que não houve flagrante do uso de maconha ou do porte da droga.

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