Economia & Negócios
Augusto César Diegoli ([email protected])
Paraguai
O Paraguai projeta receber 100 mil pedidos de residência em 2026, dos quais cerca de 70 mil devem partir de brasileiros. O movimento abre uma nova oportunidade para os mais de 750 mil corretores de imóveis do Brasil, que podem ampliar sua atuação no mercado paraguaio e receber comissões em dólar. Para conectar esses profissionais às oportunidades no país vizinho, a Investire Paraguay reúne empreendimentos, condições comerciais e suporte para negociações internacionais. O potencial já aparece nos números da maior incorporadora paraguaia, a Raízes, que vendeu US$ 26 milhões em imóveis até julho, sendo metade para compradores brasileiros.
Combustível renovável
Uma planta de biometano instalada em Campos Novos iniciou uma nova etapa de operação com a assinatura do primeiro contrato de fornecimento do combustível renovável. O Grupo Energia firmou parceria com a White Martins, que já começou a comercializar e distribuir o biometano produzido na unidade para uma das maiores fabricantes de vidro da América do Sul, localizada em SC. Com investimento de R$ 110 milhões, a unidade transforma resíduos agroindustriais da região em energia renovável e biofertilizantes conectando a atividade agroindustrial catarinense à demanda por alternativas de menor impacto ambiental. A planta está em operação desde abril e tem capacidade para processar 300 toneladas de resíduos por dia. O biometano gerado na unidade possuía mesma estrutura molecular do gás convencional, o que permite sua aplicação em indústrias e frotas de transporte sem a necessidade de adaptação em equipamentos ou motores compatíveis, possibilitando uma redução de até 90% nas emissões de gases de efeito estufa, especialmente quando comparado ao diesel.
Ondas de protestos
A França enfrenta uma onda de protestos que se transformou em uma das maiores crises sociais dos últimos anos. O que começou com manifestações estudantis por melhores condições nas escolas ganhou a adesão de sindicatos e outros grupos insatisfeitos com o custo de vida e as políticas do governo. No último final de semana, atos pacíficos também foram marcados por tumultos, saques e depredações em diferentes regiões do país. As informações são do The New York Times.
Saque do FGTS
Moradores de 42 cidades catarinenses podem receber até R$ 6.220 pelo Saque Calamidade do FGTS, conforme o saldo disponível. O benefício é destinado a trabalhadores que enfrentam uma necessidade pessoal, urgente e grave em decorrência de desastre natural que tenha atingido sua residência, após o reconhecimento oficial da situação pela Defesa Civil do município. Guabiruba está na lista dos municípios habilitados. O saque pode ser liberado para cada evento caracterizado como desastre, desde que seja respeitado o intervalo mínimo de 12 meses entre um saque e outro. O trabalhador pode solicitar o benefício após a habilitação do município junto à Caixa Econômica Federal.
Prévia do PIB em SC
Santa Catarina registrou estabilidade econômica em agosto de 2026 frente ao mês anterior (julho) de acordo com o índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC) apurado pelo Banco Central e considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador teve impacto negativo da indústria, que registrou queda de 1,5% na mesma comparação. Mas considerando o resultado de agosto frente ao do mesmo mês de 2025 houve um crescimento de 1,8% em SC. O Brasil cresceu 1,2% nessa comparação.
Ranking do MySide
Brusque ocupa a 22ª posição entre as cidades mais seguras do Brasil e o quarto lugar na Região, segundo o Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026, elaborado pela MySide, que mede apenas a ocorrência de violação letal. O município registra uma taxa de 5,8 assassinatos por 100 mil habitantes, conforme dados de 2025 utilizados no levantamento. No ranking regional, Brusque fica atrás de Blumenau, que aparece na primeira posição, com índice de 2,4 e de Jaraguá do Sul, com 2,5. Joinville ocupa o terceiro lugar, com taxa de 5,4 assassinatos por 100 mil habitantes. Palhoça aparece logo depois de Brusque, na quinta posição, com índice de 5,9. Na sequência estão Tubarão, Camboriú, São José, Criciúma e Itajaí.
Indústria que gera emprego
A indústria têxtil e de confecção brasileira abriu 21,9 mil postos formais de trabalho entre janeiro e novembro de 2025 e a produção têxtil cresceu 6,8% no período, segundo a Abit. São números de um setor que segue gerando emprego e renda, e boa parte dessa força vem da capacidade da cadeia se conectar: o fio chega à malha, a malha à confecção, a confecção ao varejo. Santa Catarina é um dos lugares onde essa engrenagem funciona de forma mais visível. É essa conexão que o ONDM buscou fortalecer. Criado em 2015 para aproximar quem confecciona de quem fornece fio, malha, tecido, aviamento, máquina, software e serviço. A moda é a ponta mais visível de uma cadeia muito maior, que envolve indústria, tecnologia e milhares de empresas e o empresário que está nessa ponta precisa de um lugar para encontrar soluções, trocar experiências e entender o que está mudando no setor.
Fim da escala 6×1
A decisão de acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de trabalho sem reduzir salário deixou claro que favorece os trabalhadores, mas não considerou quanto custa a mais para as empresas e se todas vão conseguir pagar essa conta. Ao reduzir horas trabalhadas, eleva em pelo menos 10% o custo com pessoal. E se a empresa contratar mais pessoas, o resultado dela “derrete”, mostram os cálculos apresentados pelo advogado tributarista e empresário Leonardo Roesler, da RCA Advogados. Um exemplo citado por ele é uma empresa com faturamento mensal de R$ 1 milhão, custo com pessoal de R$ 300 mil por mês e resultado operacional de R$ 50 mil e margem de 5%. Se elevar em 10% o custo com pessoal, o resultado cai para R$ 20 mil, uma redução de 60%. Outro exemplo da RCA mostra que um restaurante tem queda no resultado operacional de 50% e um escritório tem alta de 30% no custo de pessoal. Isso mostra impacto maior nos pequenos negócios.
Mais cara
Notícia que se repete, infelizmente: o Índice de Custo de Vida ((ICV) de Florianópolis acumulou alta de 5,17% nos nove primeiros meses de 2026, mantendo a cidade catarinense na liderança entre as capitais brasileiras pesquisadas pela Universidade do Estado (Udesc). Em setembro, especificamente, Florianópolis registrou alta de 0,74% no custo de vida. Entre os principais aumentos, destacam-se os preços de produtos do subgrupo de tubérculos, raízes e legumes, que subiu 40,49%. O tomate, por exemplo, teve alta de 56,50%, seguido pela batata inglesa, com aumento de 38,85% e pela cebola, que ficou 31,38% mais cara.
Cursos de Medicina
Na semana passada o Ministério da Educação autorizou a abertura de 37 novos cursos de Medicina no País, com 2.290 novas vagas para a graduação, todos na iniciativa privada. Apenas um em SC, em Jaraguá do Sul, com 50 vagas, da Sociedade de Ensino Superior Estácio de Sá Ltda. Em SC há atualmente 22 cursos de Medicina, dos quais 17 na iniciativa privada, com 1.876 vagas anuais.
Rotas mais críticas (BR-101)
A BR-101 registrou 987 acidentes e 25 mortes em SC entre janeiro e março de 2025, segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Em 2026, mais da metade dos acidentes no Estado foram na rodovia. O local está entre as rodovias federais com maior número de acidentes no Brasil e concentra um intenso fluxo de caminhões. Além da BR-101, rodovias como a BR-116 e a BR-040 também aparecem entre as que registraram mais acidentes em 2025. Já quando o recorte considera especificamente veículos pesados, a BR-381 se destaca pelo volume de sinistros. A BR-101 lidera o levantamento em número absoluto de acidentes. A rodovia atravessa 12 estados e concentra um fluxo intenso de veículos, incluindo caminhões utilizados no transporte de cargas.
Sicredi Vale Litoral SC
A Sicredi Vale Litoral SC está completando 18 anos de atuação, com mais de 135 mil associados e presença em 28 municípios do Vale e do Litoral Norte de Santa Catarina. Fundada em 2008, a cooperativa surgiu a partir da iniciativa de lideranças empresariais de Itapema, reunidas por meio da CDL, Acita, Sinduscon e Sindicomércio, com a proposta de criar uma instituição financeira voltada às necessidades da comunidade local. Atualmente, a cooperativa conta com 44 pontos de atendimento e uma sede regional, distribuídos em 19 cidades. Ao longo da trajetória, a instituição ampliou sua atuação e possou a atender pessoas físicas, empresas e outros segmentos da economia regional. Segundo dados divulgados pela cooperativa, o patrimônio líquido é de R$ 855 milhões. O volume de depósitos chega a R$ 4,5 bilhões, enquanto a carteira de crédito soma R$ 3,9 bilhões. Os recursos são destinados a operações financeiras e financiamentos para associados, empresas e iniciativas da região.
Imposição ambiental
O ambientalismo-caviar não tem limites. As maiores entidades representativas do setor agropecuário estadual emitiram nota, preocupadas com a possibilidade de retorno da imposição de licenciamento ambiental para o cultivo do arroz no Estado, que é o segundo maior produtor do país. A rizicultura catarinense já está submetida a instrumentos específicos de controle ambiental. Agora os burocratas querem impor mais uma licença ambiental geral, que já havia sido dispensada, e assim sobrepor procedimentos existentes, elevar as despesas e mandar a fatura para o otário do consumidor. O TJ-SC decidirá se ficam os mecanismos de controle ambiental já aplicados ou se a burocracia sairá vencedora mais uma vez.
Orçamento para rodovias
O Conselho das Federações Empresariais de SC (Cofem) se reuniu em Florianópolis, para debater a alocação de recursos federais na malha federal do estado para o próximo ano. A situação preocupa o Cofem porque até o momento não se sabe o tamanho do orçamento previsto para SC, que tem demandas urgentes de aportes para BRs como a 470, 280 e 282, por exemplo. Diante dessa situação, há risco do estado perder competitividade. Outro ponto que preocupa na área é a segurança viária: SC registra 18 óbitos por 100 quilômetros de rodovia federal, o dobro da média nacional, que é de nove, o que reforça a importância de garantir orçamento para as rodovias.
O melhor
O Floripa Airport conquistou, pela primeira vez, o título de melhor aeroporto da América do Sul no World Travel Awards 2026, uma das principais premiações internacionais do setor de turismo e viagens. Derrubou a liderança de concorrentes fortes, como o Galeão, no Rio de Janeiro. Agora, o terminal florianopolitano disputa o título de melhor aeroporto do mundo no World Travel Awwards 2026, com votação aberta até o dia 30 deste mês. Na avaliação o que mais conta é a opinião do usuário.
Ajustes na escala
A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) avalia que a aprovação pelo Senado da PEC que reduz a escala 6×1 e a jornada de trabalho foi um equívoco e que trará consequências negativas para a economia brasileira. Defendemos que durante a regulamentação da emenda constitucional sejam feitas adequações, especialmente a exclusão de setores que não conseguirão se adaptar, destaca o presidente da Fiesc. A imposição de uma mudança generalizada por via constitucional ignorou as grandes diferenças existentes entre a realidade dos diversos setores produtivos. A decisão pode desequilibrar a sustentabilidade financeira e a competitividade de grande parte das empresas industriais, especialmente as exportadoras. Os pequenos e médios negócios serão os mais afetados.
Do descarte à restauração
Remaclo Debatin é marceneiro há cerca de 30 anos em Guabiruba. Ele começou sua trajetória criando móveis e, depois passou a reparar a mobília. Seu trabalho começou enquanto trabalhava na Celesc. Na época, eram retiradas as cruzetas danificadas dos postes, uma peça horizontal de madeira fixada na estrutura. Com as cruzetas inutilizáveis, transformou-a em duas banquetas. Sem experiência alguma, esse foi o marco zero de sua carreira como marceneiro. Quando se aposentou da Celesc, passou a ficar regularmente em casa, no Centro de Guabiruba e decidiu investir no novo ofício. Montou um galpão atrás da residência e começou a comprar madeira. Em sua família, o avô também era marceneiro e fazia rodas d’água em uma época em que não havia energia na região.
Ranking universitário
Saiu o Ranking Universitário da Folha de São Paulo, em sua 12ª edição, listando as 205 melhores universidades do Brasil, que novamente no topo a Universidade de São Paulo (USP), seguida de perto pela Universidade de Campinas (Unicamp), em segundo. De SC comparecem a UFSC em 7º; Udesc, 42º; Furb, 72º; Univali, 73º; Unesc, 86º; Unisul, 89º; UFFS, 102º; Unochapecó, 117º; Univille, 126º; Unoesc, 139º; Uniplac, 194º; Uniarp, 198º e UNC, 200º.
Presença paranaense
A consultoria Brain Inteligência Estratégica aponta que compradores de Curitiba representam 30% do público no mercado imobiliário de Balneário Camboriú, Itapema e Porto Belo, alvo de análises. A novidade é a presença de Tijucas como uma alternativa para quem busca investir na região. No Flores de Sal, o maior bairro cidade do Sul do Brasil, em implantação no município, o Paraná ocupa a segunda posição em número de compradores de terrenos, atrás apenas de SC.
Tardando
SC que é um Estado que tem uma das piores posições no país na área, faz companhia ao Acre, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Tocantins entre os que ainda não instalaram a chamada instância de governança regional do saneamento básico. A afirmação é do Instituto Água e Saneamento (IAS). Somados, os sete Estados reúnem cerca de 20,3 milhões de domicílios, o equivalente a 25,6% dos 79,3 milhões de domicílios do país. Em SC são 3,1 milhões. O prazo para sanar a situação é 31 de dezembro. Passado esse limite, quem não instalou as instâncias não terá acesso aos recursos federais destinados ao saneamento.
Água na Oktober
Dentro dos Pavilhões da Oktoberfest, em Blumenau, tem água de graça. A Ambev voltou a oferecê-la nesta edição e já disponibilizou mais de 25 mil litros, em pontos com torneiras do produto ultrafiltrado, onde os visitantes podem encher suas canecas gratuitamente quantas vezes quiserem.