Cuidar da água não começa na torneira nem termina na Estação de Tratamento de Esgoto. Em Balneário Camboriú, a Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) vem ampliando uma frente que trabalha justamente antes do problema acontecer: a educação ambiental.
Desde 2025, a área ganhou estrutura, novos projetos e mais recursos. Uma das principais mudanças foi a alteração da legislação municipal para dobrar o percentual mínimo destinado pela Emasa a programas de preservação, recuperação e educação ambiental. O índice, que era de 1% da arrecadação bruta anual da autarquia, passou para 2%.
Na prática, mais recursos passaram a estar garantidos para iniciativas que ajudam a preservar os rios, proteger as fontes de abastecimento e, principalmente, formar uma população mais consciente sobre sua responsabilidade com o meio ambiente.

“Investir em saneamento também é investir em educação. Podemos fazer obras, modernizar nossas estações e melhorar as redes, mas precisamos trabalhar para que a população entenda o impacto das suas atitudes sobre a água, o esgoto e os nossos rios. Dobrar esse percentual é garantir que a educação ambiental tenha estrutura e continuidade para chegar cada vez mais longe”, destacou o diretor-presidente da Emasa, Auri Pavoni.
Uma gerência exclusiva para educação ambiental
O reforço financeiro veio acompanhado de uma mudança na própria estrutura da Emasa. Em 2025, a autarquia criou a Gerência de Educação Ambiental, dando à área uma equipe e uma atuação específica para desenvolver projetos dentro das escolas, na comunidade e nos eventos realizados no município.
Na Estação de Tratamento de Água (ETA), a gerência também ganhou um espaço próprio, com auditório preparado para receber estudantes, promover formações e desenvolver atividades educativas.
O resultado foi uma agenda que passou a ir muito além de ações pontuais. Centros Educacionais Municipais e Núcleos de Educação Infantil recebem atividades sobre o ciclo da água, saneamento, preservação dos rios e descarte correto de resíduos. A Emasa também promove oficinas, apresentações teatrais, visitas, ações de logística reversa e atividades em diferentes pontos da cidade.
Programa Jacamasa também cresceu

O Programa Jacamasa foi ressignificado e ampliado, hoje está dentro do escopo da Gerência de Educação Ambiental da Emasa. Criado para aproximar especialmente as crianças das questões ambientais, o personagem foi remodelado em 2026 e ganhou uma nova versão, mais leve e preparada para ampliar a interação durante as atividades.
O mascote também ganhou novas histórias. Depois da revista “Camba, o Rio que Tem Peixe”, a Emasa lançou em 2026 a publicação “Entre o Rio e o Mar”, que trabalha de maneira lúdica temas como rios, oceanos, saneamento e preservação ambiental.
O alcance do Programa Jacamasa também cresceu. Uma mudança na legislação permitiu que as ações, antes concentradas na rede municipal, fossem ampliadas para estudantes da rede estadual e instituições conveniadas, aumentando o número de crianças e jovens que podem participar do programa.
Educação também chega aos adultos

A proposta, porém, não é conversar apenas com as crianças. As ações vêm chegando aos servidores, às famílias e à comunidade. Em agosto, por exemplo, trabalhadores da própria Estação de Tratamento de Água (ETA) participaram de uma atividade sobre a separação correta de resíduos sólidos, reforçando que a mudança de comportamento também precisa acontecer dentro da autarquia.
Esse trabalho se soma a iniciativas de preservação já desenvolvidas pela Emasa, como o Programa Produtor de Água do Rio Camboriú. A iniciativa atua junto aos proprietários rurais da Bacia Hidrográfica, incentivando a conservação da vegetação nativa, a recuperação de áreas degradadas e a proteção dos mananciais que abastecem Balneário Camboriú e Camboriú.
Com a ampliação dos recursos destinados à área ambiental, a Emasa fortalece uma atuação que une educação e preservação: enquanto leva conscientização às escolas e à comunidade, também investe diretamente na proteção das áreas fundamentais para a qualidade e a disponibilidade da água na região.
Texto por Emasa