Escola Vereador Santa foi reformada, mas continua com problemas estruturais

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A Comissão de Educação e Cultura, Saúde e Assistência Social (CECSAS), formada pelos vereadores Juliana Pavan, Patrick Machado e Kaká Fernandes, esteve no Centro Educacional Municipal (CEM) Vereador Santa, nesta segunda-feira (4),  para vistoriar as obras feitas no local.

Desde 2021, a vereadora Juliana aponta que há irregularidades, e no início de março deste ano discutiu o assunto diretamente com a secretária de Educação, Marilene Cardoso, destacando que mesmo com reformas ainda há problemas estruturais no CEM, que é o maior da cidade (relembre aqui). “Desde a minha primeira visita deste ano, ocorrida em fevereiro, comuniquei à Comissão, fiz fotos, vídeos do pós-obra, sugeri que pudéssemos solicitar presença da secretária sobre a nova reforma que vai ter, situações de contratos, etc. Deu um mês e nada da Comissão se pronunciar, eu perguntava para o presidente, que é o Kaká, e ele dizia que não era competência da Comissão. Ele nem vai em todas as reuniões, quando eu não posso ir, participo online, e ele nem isso. Há vezes em que nem responde”, explica.

Após encontro com secretária, Comissão fez a visita

Diante disso, Juliana decidiu ir diretamente na secretária Marilene – o encontro aconteceu em março, quando apontou que o local estaria com vazamentos, falha na pintura e portas que exigiam reparo, causando uma sensação de necessitar de ‘reforma da reforma’.

Estado das tomadas e da pintura (Divulgação/Gabinetes dos Vereadores)

“A secretária não tinha muito conhecimento sobre a situação do Santa. Em função disso, novamente comuniquei a Comissão para falar sobre a necessidade de visitarmos o local. A própria secretária estava preocupada porque deu problema com a empresa, com os contratos. Fomos na segunda-feira (4) e já na entrada, na secretaria, na parte nova, os vereadores se depararam com mofo, umidade, coisas que você vê que parece que não teve reforma, e entenderam a necessidade de fiscalizarmos”, diz.

Falta fiscalização

Juliana comenta que os entornos da quadra, que foi reformada, já estavam com goteiras, além de diversos outros lugares que chamaram a atenção da Comissão. 

Infiltrações na quadra (Divulgação/Gabinetes dos Vereadores)

“Há problemas e eles viram isso. O vereador Kaká comentou que a Comissão irá notificar a empresa, porque a obra não foi entregue com a qualidade que deveria. A diretora pediu para esperarmos um pouco, porque há quatro meses ela solicitou para fazerem reparos, mas até hoje não fizeram. É dinheiro público. Nós três [ela, Patrick e Kaká] conversamos e decidimos que vamos solicitar à empresa para dar mais qualidade ao serviço que foi prestado”, acrescenta.

Em sua opinião falta fiscalização de contrato por parte da prefeitura, que ‘deveria ser a mais interessada’ no serviço prestado, mas que não fiscaliza o desenvolvimento.

Vereador Patrick conversou com secretário de Compras

O vereador Patrick Machado, membro da Comissão, reconhece que a visita foi importante e opina que a licitação da obra foi ‘muito mal feita’. 

“Houve problemas levantados pela vereadora Juliana no sentido de que a empresa vencedora terceirizou o serviço, que foi muito mal feito. O teto da quadra foi trocado, mas está chovendo dentro, já o teto da secretaria tem infiltração. A escola quase que em um todo está com problema de infiltração”, afirma.

Segundo Patrick, após a visita ele entrou em contato com o secretário de Compras, Samaroni Benedet, porque se preocupou com a situação encontrada na escola. 

“Falei da licitação da pintura também, que foi cancelada, porque foi um negócio muito mal acabado. Afinal, precisam resolver primeiro a infiltração, porque se não a pintura não vai fazer diferença. Ele [Samaroni] entendeu a situação, mandei fotos também. Eu quero que tudo se resolva, estamos falando de dinheiro público!”, comenta.

O vereador cita ainda que há falta de profissionais técnicos na área de licitação na prefeitura, mas que podem se profissionalizar. 

“A empresa fez a colocação de portas, mas deixaram no reboco, não fizeram pintura e nem acabamento, porque na licitação estava só a colocação de porta. Ficou em um estilo Frankenstein (risos). Precisam fazer licitação que cubra todas as necessidades da escola. Estão licitando individualmente a obra, e aí uma empresa joga para a outra e acontece isso que aconteceu no Santa. A diretora pediu para esperarmos, mas deixamos claro que se não solucionarem infiltração, nós vamos nos posicionar”, completa.

O jornal procurou o vereador Kaká Fernandes, presidente da Comissão, mas até o fechamento desta matéria ele não retornou o contato. Caso ele queira se pronunciar, este texto será atualizado.

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