Escolas de Balneário e Camboriú poderão se inscrever para participar do projeto ‘Barco Escola – Expedição pelo Igarapé’ a partir desta semana

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O lançamento do projeto aconteceu nesta terça-feira, Dia Mundial da Água; o barco El Bucaneiro foi todo reformado para virar Barco Escola

(Foto Renata Rutes)

A reportagem do Página 3 participou na manhã desta terça-feira (22), Dia Mundial da Água, da primeira ‘viagem oficial’ do Barco Escola, projeto ambiental do Barco Pirata e Parque Unipraias, que irá levar estudantes de Balneário Camboriú e Camboriú para conhecer de perto detalhes do Rio Camboriú. 

A partir desta quinta-feira (24) escolas interessadas poderão se inscrever para participar do projeto, que inicialmente será pago (R$ 30 por estudante), mas a ideia é que futuramente, através de apoio de empresas, o Barco Escola seja gratuito para colégios públicos dos dois municípios.

Como surgiu a ideia do Barco Escola

(Foto Renata Rutes)

O sócio do Barco Pirata e idealizador do Barco Escola, Domingos Casemiro Pinheiros (Gunga) conta que sonhava em lançar o Barco Escola há muitos anos e que isso se intensificou em 2021, quando aconteceu a limpeza do Rio Camboriú (relembre aqui), e ele levou o filho, de 12 anos. 

“Foi um exemplo para ele. Ele dizia ‘pai, como que as pessoas podem fazer isso? Jogar sofá, cama, fogão, vaso sanitário?’. O Barco Escola vem para ajudar, para plantar uma sementinha na cabeça das crianças, que podem chegar no pai, na mãe, nos avós e explicar que o lixo deve ser descartado da forma correta”, diz.

Barco foi totalmente reformado

O barco utilizado no projeto é o El Bucanero, que é uma escuna com capacidade para 80 passageiros e que pode ser utilizada para navegar a mar aberto, equipada com coletes salva-vidas para adultos e crianças, além de balsas. 

O El Bucanero, que é homologado pela Capitania dos Portos (assim como os marinheiros, que são homologados pela Marinha do Brasil), foi totalmente reformado, com guarda corpo ao redor da embarcação, garantindo que o passeio será 100% seguro. 

“Teremos no passeio bióloga e engenheira ambiental, que irá explicar a importância de as crianças cuidarem do nosso Rio Camboriú”, pontua.

Projeto vem para ajudar na conscientização

Domingos salienta que as expectativas são as melhores e que o Rio Camboriú tem muito potencial – ele mesmo vive do rio há 40 anos, e percebe que o local mudou muito. 

Antes, ele pegava ostras, atravessava o rio nadando, e hoje nada disso é realidade, já que o rio está bastante poluído. “Sempre foi uma riqueza de ostra, marisco, berbigão, e hoje é bem diferente. Precisamos também da contrapartida de Camboriú, que precisa fazer a obra de saneamento, e aí estaremos no caminho certo, conscientizando as crianças. É uma felicidade, posso dizer que hoje o que tenho uma boa parte veio do rio”, acrescenta.

Escolas podem se inscrever a partir desta quinta

A engenheira ambiental Carolina da Luz, conta que o projeto vinha sendo ‘desenhado’ desde 2021, e agora ele está sendo colocado em prática. A partir desta quinta-feira (24) a agenda será aberta e as escolas poderão se inscrever para participar do Barco Escola. 

“Faremos os atendimentos de segunda a sexta-feira, durante a manhã e à tarde. Inicialmente, vamos cobrar o valor simbólico por estudante R$ 30,00, que é para cobrir os custos da embarcação, mas queremos buscar parcerias para não precisar cobrar de escolas públicas de Balneário e Camboriú, para que esses alunos venham participar do projeto gratuitamente”, comenta.

Carol aproveita para citar que o Barco Escola é muito importante, considerando que as crianças são o futuro da sociedade. 

“Será uma recompensa de tudo que eu acredito e defendo, esperamos que seja multiplicado todos os ensinamentos que repassamos, precisamos falar sobre o nosso rio todos os dias, não somente no Dia Mundial da Água. As crianças vão estar aqui, vão ver a abundância, o nosso mangue, os animais, mas perceberão que o rio também esconde alguns problemas, e vão aprender a cuidar, nos ajudando nesse processo”, finaliza.

Empresas que desejam ser parceiras dessa ação permanente podem entrar em contato com Domingos, através do fone (47) 99983-3319. Escolas interessadas em participar da expedição, devem entrar em contato pelo fone (47) 3404-7600 ou [email protected], com Caroline da Luz.

Opiniões

Os secretários de Turismo e Meio Ambiente de Balneário Camboriú, Geninho Góes e Maria Heloísa Lenzi, respectivamente, estiveram na expedição e conversaram com o Página 3. Acompanhe.

“O contato com a natureza de fato mobiliza”

Maria Heloísa (Foto Renata Rutes)

Maria Heloísa Lenzi, secretária do Meio Ambiente de Balneário Camboriú – “Datas comemorativas, como o Dia Mundial da Água, são uma forma de as pessoas relembrarem a importância do tema que está sendo tratado, e a água é, sem dúvida nenhuma, o nosso tema mais importante, é fonte de vida. 

Por isso é muito importante que as escolas, a imprensa, sempre trabalhem esse tema, abordando desde formas de resíduos não chegarem nos rios e também de economizar água. 

Diante disso, é muito bacana o projeto Barco Escola. 

Penso que quando empreendimentos privados passam a expandir seu foco, com trabalho de educação ambiental, mostra uma maturidade muito grande. 

Primeiramente, você tem um foco econômico, mas depois ele se amplia, por isso vejo com muito bons olhos quando empreendimentos privados começam realmente a ampliar, unindo o útil ao agradável. 

O contato com a natureza de fato mobiliza, você passa a ver realmente a importância de cuidar daquele ambiente. 

É o que mais toca, memoriza para a criança, um passeio como esse para uma criança é inesquecível. Trabalhei 10 anos no Parque Escola, do Parque Unipraias, e vejo o quanto é transformador”.

“A natureza é uma grande fonte para o nosso turismo”

Maria Heloísa e Geninho (Foto Renata Rutes)

Geninho Góes, secretário de Turismo de Balneário Camboriú – “Para o turismo, precisamos manter os atrativos naturais, porque dependemos deles como uma fonte, a natureza é uma grande fonte para o nosso turismo. 

As pessoas vêm para cá pela praia, o rio acaba na praia. 

O Domingos estava falando que ele brincava no rio, pegava ostras, ele foi de uma geração que desfrutou, depois veio uma e destruiu e agora a gente precisa conscientizar as crianças sobre preservar. 

Se seguir nesse mesmo ritmo de destruição, muitos atrativos turísticos vão acabar, e nós dependemos disso. 

O turismo não é só tecnologia, edifícios… ele é natureza! Por isso é tão legal dois importantes atrativos, como o Barco Pirata e o Unipraias, estarem investindo em educação ambiental, porque eles vivem da natureza. 

O Unipraias depende de sua área verde maravilhosa, e o Barco Pirata, que depende do rio e da praia. É uma consciência que precisa ser ampliada – ‘eu uso, mas eu cuido’. Mais importante do que limpar, é ensinar as crianças a não sujarem, a descartarem o lixo da forma correta”.

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