A equipe do Solidariedade e Amor

Desde o início da pandemia, o grupo Solidariedade&Amor já ajudou mais de duas mil pessoas, entregou mais de 500 cestas básicas, doou roupas, remédios, fraldas, mas os pedidos continuam chegando. Juliana Ferreira de Deus, responsável pelo grupo, disse que estão chegando pedidos de pessoas que antes não precisavam de ajuda. Outra situação nova que a pandemia trouxe é que o grupo começou a atender moradores de rua.

“Nunca trabalhamos com moradores de rua, até descobrir famílias inteiras que foram despejadas porque não podiam mais pagar aluguel. Também estamos atendendo muitas pessoas desempregadas, empregadas domésticas, faxineiras, motoristas, guias de turismo, pessoas que trabalhavam em baladas”, disse.

O trabalho triplicou e os atendimentos passaram a ser diários, com entrega de marmitas, lanches que o grupo consegue entregar, graças à parceria com dois restaurantes.

“O Ohana Sushi Bar que fornece marmitas diárias para nós e o restaurante La Belle, da avenida Atlântica, que nos fornece toda quinta-feira cerca de 100 marmitas. Os estudantes da Unisociesc também nos ajudam esporadicamente, entregando uma centena de marmitas. Os lanches são fornecidos pelos voluntários, sanduíches, bolos, café quentinho. Também temos dois voluntários confeccionando máscaras que fornecemos todos os dias e estamos pedindo cobertores, roupas de frio”, segue Juliana.

O tradicional Bazar de roupas, calçados, cama/mesa/banho e artigos variados que o grupo promove há anos semanalmente passaram a ser diários.

“Recebemos muita ajuda, doações da comunidade, também recebemos cestas básicas e alimentos avulsos pela Vakinha (agora parou), mas o forte ainda são os bazares, porque com esse dinheiro que arrecadamos compramos remédios, fraldas, ração, para ajudar muitas pessoas em hospitais, asilos e orfanatos”, detalhou.

O bazar funciona no Hotel do Bosque, na avenida Brasil, 22, onde é a sede do grupo e a entrega deve ser feita com hora marcada (47-96073741).

“Precisamos muito agradecer a direção do hotel, que abriga a nossa sede há mais de um ano, não cobra nada, nem a luz que usamos e ainda os funcionários recebem doações quando não estamos no local. É muito importante para o nosso trabalho”, concluiu Juliana.