“Há uma polarização entre extrema esquerda e extrema direita, é complicado dar palpite do que vai acontecer

Relacionadas

O ex-jogador e senador Romário Faria vem com frequência a Balneário Camboriú e quase sempre para jogar futevôlei, mas esta semana ele esteve na cidade por outro motivo: lançar a plataforma NFT de esportes, Cripto Sports, da qual é sócio. Durante o evento Romário concedeu entrevista ao Página 3, falando sobre Balneário Camboriú, futebol e política. Acompanhe:

JP3: O prefeito Fabrício Oliveira disse que convidou você em 2015 para jogar bola em Balneário Camboriú, quando os dois eram deputados, antes disso já conhecia a cidade?

Romário: Infelizmente, até essa data eu não havia tido a oportunidade de conhecer Balneário Camboriú, mas de lá pra cá, como o prefeito mesmo falou, eu me encantei, me apaixonei. É uma cidade que frequento bastante, criei aqui várias amizades. Ainda não tenho apartamento aqui, mas estou com esse pensamento. É uma cidade onde me sinto muito à vontade, muito em casa, principalmente pelos amigos que fiz de 2015 pra cá.

JP3: Você costuma jogar futevôlei aqui?

Romário: Sim! Sou um viciado em futevôlei, tenho amigos com quem jogo aqui, como o Dado Faigel, a gente sempre joga junto… o Juninho também, que joga futevôlei profissional, e vários outros nomes que gostam do esporte e, assim, sempre que eu venho aqui eu sou muito bem recebido, tratado com muito carinho e respeito, e realmente me sinto feliz aqui nessa cidade.

JP3: Desta vez veio porque está investindo nesse ramo novo do esporte, que é a plataforma NFT Cripto Sports?

Romário: Na verdade, é um ramo totalmente novo. É a primeira empresa de criptomoedas relacionada diretamente ao esporte criada no Brasil. Como tudo que é novo, principalmente se referindo à tecnologia, tem um pouco de dificuldade no começo até acertar todas as coisas; mas essa parceria que foi feita aqui com as pessoas capacitadas, competentes, com uma empresa como a Wedev, que é muito respeitada no meio do TI, eu tenho certeza que vai ter resultados positivos e as coisas vão acontecer. Esses rapazes que estão junto comigo, Daniel Soares e Tiago Ott Juchem, acredito muito na capacidade deles, e fico feliz em poder estar participando diretamente desse novo empreendimento. Tenho certeza e muita fé que vai dar muito certo.

JP3: Como surgiu a ideia de colocar a bola do milésimo gol como a primeira NFT?

Romário: A bola não era minha, era do Romarinho (filho do Romário), e a gente vai digitalizar essa bola e colocar na plataforma para aquelas pessoas que são fãs, que entendem que é um objeto importante na minha carreira e na história do futebol mundial. Faz parte do objetivo do negócio e eu tenho certeza que hoje é a bola, mas futuramente muitas outras coisas aparecerão nessa plataforma, não só coisas minhas, mas de outros grandes ídolos do esporte, como o Falcão, Giba, Popó, do basquete, tênis Fórmula 1 também estamos em conversação. A ideia é cada vez mais chamar grandes nomes, grandes ídolos, para fazer as pessoas acreditarem no projeto e comprar através de criptomoedas essas histórias dos grandes ídolos do esporte no geral.

Na presidência do Senado (Foto Agência Senado)

JP3: Você estava presidindo o Senado nesses últimos dias. Como foi a experiência?

Romário: Foi muito boa! Eu fiquei muito feliz em poder ter essa honra de presidir o Senado durante praticamente cinco, seis dias, com a ausência do presidente e do primeiro vice, já que eu sou o segundo vice. Foi uma experiência diferente e marcou já, por mais que tenha sido uma presidência provisória, a minha história política e vou levar pra frente. Graças a Deus, nesses 12 anos de política, eu sempre tentei fazer da política uma situação para que eu possa melhorar a qualidade de vida das pessoas. As pessoas sabem que a minha bandeira principal está direcionada para a pessoa com deficiência e esse é o meu objetivo até o final da minha carreira na política. Ano que vem, vem a minha reeleição para o Senado, tenho feito um trabalho muito importante em relação à alianças interessantes e positivas no Estado, e vou continuar sempre com o objetivo de tentar ajudar e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

JP3: Como vê o cenário que o país está vivendo, Lula x Bolsonaro, o pedido pela terceira via…

Romário: Existe uma polarização muito grande em relação à extrema esquerda e à extrema direita e é muito difícil e complicado hoje alguém dar um ‘palpite’, vamos dizer assim, quanto ao que realmente acontecerá daqui para frente. A política é muito dinâmica, cada dia está mudando mais. Por exemplo, o Bolsonaro, dia 22 agora, a princípio estaria se filiando ao meu partido, que é o PL, mas aí já houve, de comum acordo, para o Bolsonaro com o Valdemar da Costa Neto uma conversa para que, essa provável vinda, fique um pouco para frente, para acertar alguns fatores, alguns assuntos que ficaram não bem resolvidos. Acredito que serão resolvidos. E é isso, a política é isso, faz parte da vida do cidadão e eu, nesses últimos 12 anos da minha vida, estou dentro da política e entendi que é através dela que a gente pode mudar muita coisa no país. Estou muito feliz com o papel que tenho assumido hoje como Senador da República eleito pelo meu maravilhoso estado, que é o Rio de Janeiro.

The post “Há uma polarização entre extrema esquerda e extrema direita, é complicado dar palpite do que vai acontecer first appeared on Página 3 – Notícias de Balneário Camboriú.

Mais notícias dessa editoria

Advertisment

Leia também