O Índice FipeZap de maio, divulgado na última terça-feira, mostra que o preço médio dos imóveis anunciados em Balneário Camboriú aumentou apenas 2,94% nos últimos 12 meses, o terceiro pior desempenho entre as 56 cidades avaliadas.
É um sinal inequívoco de que o mercado não consegue segurar os preços no patamar elevado de outras épocas – precisa reduzi-los para conseguir vender, e isso vem ocorrendo já há alguns meses.
Significa também que quem comprou para investimento, com expectativa de valorização extraordinária, não atingiu a meta, pois teria ganho mais em curto prazo se aplicado no mercado financeiro ou em outras cidades que estão em curva ascendente (veja o relatório FipeZap na íntegra, mais abaixo).
Segundo o FipeZap, em maio Itapema se tornou o metro quadrado mais caro do país (R$ 15.226,00), superando Balneário Camboriú por insignificantes R$ 11,00/m2, mas segurando melhor os preços, com 6,35% de valorização em 12 meses.
No entanto, um relatório de inteligência de mercado que o Página 3 teve acesso, comparando o último trimestre de 2025 com o primeiro de 2026, mostra que Balneário Camboriú é a opção mais sólida do litoral centro norte catarinense.
Sobre Itapema, o estudo aponta “desaceleração acentuada em vendas e lançamentos”, o que é visível pois quem cruza aquela cidade pela BR-101, mesmo à distância, percebe obras semi-paralisadas, com pouca mão de obra.
A respeito de Balneário Camboriú este relatório avalia que “Em contraste com Itapema e Camboriú, o mercado de BC registrou crescimento nas vendas e manteve a velocidade de absorção praticamente estável – demonstrando resiliência única no contexto regional”.
Segundo o relatório, a situação está mais complicada em Camboriú, onde existe acúmulo de oferta com vendas em queda, emitindo um alerta para a saúde econômico/financeira das construtoras que atuam naquela cidade.