Ladrões mentiram que eram donos de container e conseguiram furtá-lo de construção em Balneário Camboriú

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O advogado Valdir de Andrade procurou o Página 3 para contar um furto que sofreu na segunda-feira (5), quando ladrões mentiram que eram donos de um container que estava em uma obra de sua construtora (A B. Andrade Construtora e Incorporações LTDA), na Rua José Célio Silva, no Bairro Nova Esperança. 

Com apoio do sistema de leitura de placas da Guarda Municipal, ele conseguiu identificar o caminhão utilizado no furto e chegou até o receptador que havia comprado os itens furtados. 

Segundo Valdir, os ladrões fretaram um caminhão munck (conhecido também como guindaste articulado ou caminhão guindaste) e se passaram por proprietários do container que estava em sua obra, com materiais de construção em seu interior. 

“E praticaram o furto. Pelo sistema de câmeras do comércio local identificamos as características do caminhão, porém sem as placas. Denunciei ao 190, e veio uma viatura da PM, que registrou o boletim de ocorrência; repassamos também para a Guarda Municipal, que pelo seu sistema de LPR/OCR (Sistema de Leitura de Placa Veicular), pelas características do caminhão e container, conseguiu identificar que o veículo havia passado pelo totem do PA da Barra”, explica. 

Através da leitura de placas foi identificado o motorista do veículo e seu proprietário, com esses elementos e com o CPF do condutor do caminhão, por um sistema cadastral de informações de crédito, localizaram o endereço, telefone e WhatsApp do ladrão. 

“Nosso parceiro de Conseg (Conselho de Segurança de Balneário Camboriú, o qual Valdir preside), Domingos Casimiro Pinheiro, que utiliza desses serviços de munck, informou que esses profissionais têm um grupo de WhatsApp, onde foi noticiado o furto. A informação circulou em rede, com o nome do motorista e logo chegamos ao receptador (a carga já havia sido revendida a um terceiro)”, diz. 

Segundo Valdir, o receptador agiu ‘de boa fé’ e assim que soube que havia comprado mercadoria furtada o procurou para devolver. 

“Foi na delegacia e informou que iria pagar R$ 7.000,00, sendo que já tinha depositado R$ 3.500,00 em uma conta bancária”, acrescenta. 

O advogado salienta que agora as investigações estão com a Polícia Civil para tentar encontrar os ladrões. 

“Daí sempre se argumenta a importância de um sistema LPR/OCR, em rede e funcionando, com um sistema integrado de videomonitoramento com inteligência artificial muitos delitos chegariam ao seu fim. Diminuiriam os crimes pela prevenção digital. Porém, se tem furto é porque tem receptação. Não compre nada de origem duvidosa. O container foi recuperado com 15% do que guarnecia no seu interior. Fica o recado à malandragem: estamos de olho”, completa.

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