Moradores reclamam do mau cheiro do Rio Camboriú

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Ele é causado pela obra da EMASA em andamento que deverá terminar em novembro

Moradores do Bairro da Barra e da Barra Sul procuraram o jornal para reclamar do mau cheiro do Rio Camboriú e da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Balneário Camboriú, que está passando por uma obra. O diretor da EMASA explicou a situação e pediu a compreensão da comunidade.

Um morador do Bairro da Barra disse ao jornal que o cheiro do rio e da ETE está ‘insuportável e nojento’, e questionou se o poder público não fará nada a respeito. Já uma moradora da Barra Sul relatou que a situação do cheiro do mangue já não é agradável, mas que mais recentemente notou que o odor piorou.

O que diz a EMASA

O Página 3 procurou o diretor da EMASA, Douglas Beber Rocha, que explicou que houve um rompimento da manta que faz a proteção do solo da lagoa de aeração, que é uma das fases do sistema de tratamento esgoto. 

“É uma fase bem importante porque é onde ficam depositados volumes significativos do esgoto de toda a cidade de Balneário Camboriú que chega na ETE”, diz.

Com o rompimento da manta, a EMASA teve que buscar um procedimento de liberação junto ao Instituto do Meio Ambiente de SC (IMA-SC), e a partir disso, licitaram a obra e iniciaram a execução do conserto em março.

“Avançamos a primeira etapa, que é a retirada de todas as bombas que fazem a aeração da lagoa. Com a retirada dessas bombas, que tem como função acabar com o cheiro, agora vamos para a segunda etapa, que é a etapa de retirada do material de esgoto que existe na lagoa e o lodo que se acumula. É uma etapa mais sensível”, salienta.

A partir da retirada das bombas e do material o mau cheiro se acentuou, porque não existem mais as bombas fazendo a aeração da lagoa, e também pelo fato de estar sendo removido o lodo existente. 

“Acreditamos que finalizando essa etapa de retirada do lodo, a situação desse odor forte deve ir diminuindo, e seguiremos avançando com a obra, que não é simples e tem previsão de duração até novembro. Demanda um esforço técnico específico para fazer todo o isolamento da lagoa, o armazenamento do esgoto e do lodo… todas as providências para termos o menor impacto possível foi feito, mas infelizmente como eu já afirmei e reafirmo a obra é necessária, e não há uma alternativa para acabar com o cheiro, a não ser a partir do avanço da obra, com a retirada total do lodo. Pedimos mais uma vez a compreensão da comunidade, é um período difícil, mas será uma obra que vai restabelecer as condições anteriores e melhorar os padrões da ETE”, completa.

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