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Obituário: faleceu João Nirto Diel, pai do tricampeão mundial de parasurf Figue Diel

João Nirto Diel, pai do para-surfista Figue Diel, cofundador da Escola de Cães-Guias Helen Keller, de Balneário Camboriú, faleceu no sábado (8), aos 80 anos. A despedida aconteceu no domingo (9), no Crematório Vaticano, em Balneário Camboriú.

João nasceu em 9 de julho de 1946, na cidade gaúcha de Selbach, era casado com Margarida, pai de Cláudio e Elias Figue e avô de Joana, Nalú e Maria. Morou muitos anos na gaúcha Santa Rosa, onde conheceu Margarida, casou e onde nasceram os filhos. Lá ele começou a trabalhar no Banco do Brasil. Anos depois a família mudou-se para a praia gaúcha de Torres até chegar a Balneário Camboriú em 1988.

Sua trajetória ficou especialmente marcada pela atuação em defesa da inclusão das pessoas com deficiência visual. João foi um dos cofundadores da Escola de Cães-Guias Helen Keller, instituição sediada em Balneário Camboriú e dedicada à formação e entrega de cães-guias.

A relação de João com essa causa passou pela história do filho Figue Diel, que perdeu a visão aos 16 anos. Figue construiu uma trajetória de destaque no esporte e tornou-se tricampeão mundial de parasurf, além de atuar como professor de yoga.

Em homenagem a João, uma mensagem divulgada após sua morte destacou a forma como ele transformou a experiência vivida pela família em trabalho para ajudar outras pessoas com deficiência visual.

“Quando a cegueira tocou seu filho, não se curvou à dor, ergueu a mão. Por amor, transformou pranto em caminho”, diz trecho da homenagem.

João sempre foi apaixonado por futebol. Torcedor ‘roxo’ do Internacional de Porto Alegre, foi lembrado pelo Consulado do Inter em BC nas mensagens póstumas nas redes sociais.

O filho Cláudio lembrou que o pai foi um dos fundadores do Vai Vai, time de futebol, que começou na casa do ex- prefeito de Balneário, Harold Schultz.

“Ele gostava muito desse grupo de futebol, onde chegou a jogar ao lado do craque Teixeirinha e do Razzini. O Vai Vai fazia muitas excursões e o grupo existe até hoje”, disse Cláudio.

Figue disse que a despedida no Dia dos Pais ficará marcada para sempre.

“Sempre vamos nos lembrar da trajetória que ele construiu, desde que éramos moleques, em Santa Rosa, Torres, até que em 1988 veio transferido para Balneário Camboriú para assumir uma sub-gerência no Banco do Brasil e aqui fez muitas amizades, fez obras maravilhosas, trouxe a Escola Helen Keller a Balneário Camboriú e tantas outras atividades sociais que ele sempre desempenhou na comunidade. Tenho muito orgulho e sempre vamos nos lembrar desse pai corajoso e amado”, disse Figue.