Obras do CEM Vereador Santa deverão ficar prontas até setembro

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Mudanças no projeto atrasaram a obra

Inicialmente as obras da escola ficariam prontas em março, mas em 19 de abril receberam um termo aditivo de mais 60 dias, com previsão de entrega para julho. Mas a diretora-geral da Secretaria de Educação, Elisabete de Almeida Souza, acredita que elas devem ser finalizadas somente em setembro. A reforma contempla desde o piso térreo até o telhado. Um novo aditivo para a obra ocorreu em 10 de junho (de, pelo menos, R$ 214.470,06 no custo o que, somando-se ao valor inicial, que era de R$ 418.905,35, totaliza R$ 633.375,41 – informações disponíveis no Portal da Transparência). 

(Divulgação/Secretaria Educação)

Elisabete salienta que quando assumiu o cargo em 30 de janeiro, a secretária Marilene passou para ela a função de acompanhar as reformas das unidades e quando pegou o projeto do CEM Vereador Santa, junto com o engenheiro responsável, decidiram que precisariam ser feitas adequações no mesmo. 

“Paramos a obra, readequamos o projeto, e fizemos o aditivo para atender as necessidades das alterações que fizemos no projeto. Agora estamos na parte de acabamento, já foi tirado piso de diversos lugares como rampas, corredores, que foram substituídos por pisos de borracha. A cozinha também teve o piso todo trocado e já está pronto. Banheiros do ginásio de esportes e piso térreo também estão prontos. Agora estamos para construir a secretaria nova da escola, que foi uma das readequações que fizemos no projeto, que é trocar ela de lugar, e também estamos mexendo no telhado”, explica. 

Na obra falta ainda trocar o piso do ginásio de esportes (que era de madeira) e será feito com concreto e acabamento emborrachado, assim como arquibancadas, e acabamento de piso e forro do anfiteatro, além de portas que estão sendo trocadas. 

“A previsão de ser finalizado é 15 de setembro, pode ser antes, mas estamos sinalizando esta data para não haver atrasos”, salienta. 

Vereadora Juliana: tentativas de fiscalizar frustradas 

A vereadora Juliana Pavan tenta visitar as obras do CEM Vereador Santa (que iniciaram no final de 2020) desde fevereiro. Após três tentativas negadas, ela ainda aguarda um retorno. 

Na última semana, ela rebateu o vereador Gelson Rodrigues, que disse que ela teria tentado visitar a escola em um sábado, sem respeitar a ‘agenda’ da Educação, mas Juliana nega, alegando que nem faria sentido tentar ir em uma escola no final de semana. 

“Até hoje não tive a oportunidade em fiscalizar a mesma, para verificar a correta aplicação dos recursos e qualidade dos serviços. Após denúncias recebidas sobre irregularidades na execução das obras, como, por exemplo, a colocação de piso emborrachado que estaria acontecendo, antes da cobertura, ou seja, chovendo sobre o mesmo durante a aplicação, que a obra estaria sendo morosa, que não se observava movimentação na área, ou seja, não haveriam trabalhadores ali, apesar do contrato firmado com a municipalidade e do cronograma de pagamentos”, diz. 

Juliana tentou por três vezes visitar a obra, a última no dia 10 de junho, quando solicitou via plataforma 1DOC um agendamento. No dia seguinte, 11, a vereadora recebeu resposta para o agendamento no dia 14. 

“O que nunca ocorreu. Importante frisar que, além do 1DOC, tentei contato com o engenheiro responsável pela obra que respondeu estar em reunião e que, após, retornaria o contato, o que também jamais aconteceu. Também liguei, pessoalmente para a secretária de Educação (Marilene Cardoso), sem sucesso, da mesma forma como mensagens não foram respondidas ou se obteve algum retorno”, salienta. 

A vereadora acrescenta que a justificativa da pandemia para não poder acessar a obra é ‘estranha’, já que não solicitou acesso às salas de aula ou ambientes coletivos ocupados pelos alunos e equipe da escola. 

“Até porque, no canteiro de obras, certamente, não haveriam crianças, mas nosso respeito ao PLANCON, nos fez solicitar, várias vezes, em diversos momentos, a possibilidade de um agendamento por parte da Secretaria Educação e Secretaria de Articulação (através do secretário Orlando Angioletti). Minha assessoria também tenta contato desde o dia 11 e temos respostas evasivas e nenhum retorno sobre o agendamento até o momento. Minha função como vereadora é fiscalizar e é somente isso que quero! Nossa responsabilidade é auxiliar na garantia para que os alunos, suas famílias e equipes de trabalho conquistem um local seguro e salubre para todos. Afinal, são as pessoas que importam muito para nós, a educação é nossa mola mestra e a dignidade é imprescindível, além do que, o dinheiro pago pela obra pública, é de todos nós!”, completa. 

Secretário Angioletti explica situação 

A secretária de Educação, Marilene Cardoso, informou ao Página 3 que o agendamento de visitas nas escolas deve ser tratado diretamente com o secretário de Articulação Governamental, Orlando Angioletti. Ele disse que realmente procedem as informações repassadas por Juliana, mas aponta que por estarmos em pandemia os vereadores precisam realmente agendar as visitas e que não se trata de ‘autorização’ e sim de organização. 

“Para não ter um estranho de fora nas escolas criamos esse padrão de organização e foi imputada a mim a responsabilidade de agendar, e assim tenho feito com os vereadores. Com todos os outros 18 não tivemos problema, o único foi com a Juliana, que inclusive visitou outras obras. Nessa situação houve realmente falta de comunicação, não acho que foi ‘maldade’ de ninguém e sim ruídos”, salienta. 

Segundo o secretário, ele conversou com a vereadora e explicou que queria que o engenheiro responsável pela obra participasse da visita para que ele pudesse apresentar cada detalhe técnico da mesma. 

“Apesar de ser uma obra pública, ela está sendo executada por empresa terceirizada. Exige cuidado, é preciso usar capacete para acompanhar a obra, etc. Eu tive contato com a vereadora no dia 8 de junho, falando sobre a visita, que agendaríamos para a outra semana, mas mesmo assim ela foi naquela semana, no dia 10”, diz. 

Angioletti conta que conversou com uma assessora de Juliana na semana posterior e salientou que estava à disposição dela. “Ao invés de falar comigo, ela fez o 1DOC, ela fala com a Ouvidoria, usa de artifícios que não precisa. Talvez ela ainda não entenda o ‘modus operandi’, mas podemos resolver essa questão de forma simples. Eu me dou muito bem com ela, com a família dela, somos amigos, mas estou justificando a minha ação. Estou aguardando o contato dela, mas lembro que não precisa de autorização e sim organização, tanto pelo Covid quanto pela presença do engenheiro responsável”, acrescenta.

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