Omnimus dubitandum

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Para bem longe de nossa imaginação ocorreu a inverossímil ideia de viver escondido em casa, sozinho, e por tempo indeterminado. E eventualmente poder sair à rua, escondido com tampão no rosto, mesmo após uma picada no braço, de uma bênção concedida por cientistas, em busca da perfeição no ataque àquele que pensa que vencerá a humanidade.

Mesmo com todo esse esforço e custo financeiro, alguns sequelados mentais insistem em se posicionar ao lado do inimigo.

Podemos concluir que alianças são realizadas entre seus pares, que têm um objetivo em comum, e que podem nos levar nessa barca furada a um número primo, o cinco, e se tornar um par quando aumenta e se transforma em 500 mil mortos.

Você consegue enxergar essa gente povoando uma cidade e depois tornando-a um deserto, silenciosa como um túmulo?

Não creio que esse número seja o topo da corrida que está fazendo aniversário, mas com certeza é o fundo do poço de um país esfacelado, dividido politicamente e vivendo um luto coletivo, desenhado pela falta de habilidade de alguns, despreparo de outros e indiferença de muitos.

Lamento por você leitor, que vive isso comigo, e sem saída, bate de frente com seus amigos chorosos pela perda de alguém que fará falta para todo seu sempre.

Se manter atento à chance pela saúde, mesmo pela perspectiva de uma rã, de baixo para cima, como definem os pintores, não diminui seu valor. A conquista está na força e persistência da atenção que você imprimir, e não no ângulo de ataque que escolheu.

O valor de que a tudo deve ser questionado (Omnibus Dubitandum), antes de nos convencermos quanto ao melhor plano de fuga, porque pode valer sua vida que lhe deram de graça, custearam e lhe carregaram até muito, ou até quando já demonstravas ter mente e corpo para se virar sozinho(a).

“Estamos procurando fora de nós mesmos por força e confiança, mas elas vêm de dentro. E estão lá o tempo todo” (Anna Freud).

Muito cuidado com aqueles que chegam fazendo barulho em torno de suas virtudes, pois sua infantilidade e puerilidade que nos chocam, assim como sua falta de retidão, põem em risco nossa existência.

Zygmund Bauman em uma de suas palestras nos deixou um importante recado: “Há dois valores essenciais que são indispensáveis para uma vida satisfatória e relativamente feliz. Um é a segurança (saúde e bem estar) e o outro é a liberdade (de ir e vir, de pensar). Você não consegue ser feliz ou ter uma vida digna na ausência de um deles, certo? Segurança sem liberdade é escravidão, Liberdade sem segurança é um completo caos”.

As honras, a fortuna e a própria reputação, de nada servirão no minuto final. A não ser aquele sôfrego espasmo de um respirar forçado, devido à amarga condição física da criatura que finda suas forças. Melhor sorvermos agora o que podemos ter na vida, para não nos arrependermos como David Hume ironicamente comentou: “E, do que sobrou no copo da vida, esperam tomar aquilo que o primeiro gole de vigor não pôde dar.”

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