Uma operação conjunta dos Grupos de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaecos) de Santa Catarina e São Paulo aconteceu em Balneário Camboriú e Itapema nesta quarta-feira (19). Um mandado de prisão e dois de busca e apreensão foram cumpridos nas duas cidades.
A ação é um novo desdobramento da Operação Patrocínio Fiel, realizada inicialmente em 12 de agosto. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes como sequestro, cárcere privado, tortura psicológica, coação, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
As novas ordens judiciais foram expedidas pela Justiça de Santos (SP). Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a identidade da pessoa presa, os endereços onde ocorreram as buscas ou os materiais apreendidos.
O Gaeco de Santa Catarina atuou em apoio à força-tarefa paulista.
Investigação começou após sequestro de advogado
A Operação Patrocínio Fiel teve origem em uma investigação sobre o sequestro e tortura de um advogado na Baixada Santista, em São Paulo. Segundo as investigações, a vítima teria sido atraída para um encontro sob falso pretexto e mantida em cativeiro por integrantes do grupo. O advogado teria sofrido ameaças e constrangimentos para que adotasse determinadas medidas relacionadas a uma disputa empresarial e judicial. Mesmo após ser libertado, ele teria continuado a receber ameaças e intimidações.
No decorrer da apuração, os investigadores identificaram ainda indícios de tráfico de drogas e da utilização de estruturas ligadas ao grupo para armazenamento, preparo e comercialização de entorpecentes.
A primeira fase da operação teve como objetivo interromper as atividades atribuídas a sete investigados. Na ocasião, foram cumpridos mandados em Florianópolis e também em cidades da Baixada Santista, incluindo Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão. Entre os alvos estava um imóvel que teria sido utilizado como cativeiro.
Ação integra o Projeto Kratos
O desdobramento também está inserido no Projeto Kratos, iniciativa voltada ao enfrentamento de organizações criminosas e ao cumprimento de ordens judiciais contra alvos considerados prioritários. Entre as frentes do projeto estão a localização de investigados que não foram encontrados em operações anteriores, captura de foragidos e autores de crimes contra a vida, recaptura de lideranças criminosas que rompem tornozeleiras eletrônicas e prisão de réus por crimes sexuais com mandados em aberto.
O projeto também prevê ações de inteligência para prevenção de atentados em escolas.
As investigações relacionadas à Operação Patrocínio Fiel seguem sob sigilo.