Organização do ‘Abraço ao CIEP’ neste sábado espera mais de 180 pessoas

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Acontece neste sábado (25), às 14h, um abraço ao Centro Integrado de Educação Pública Rodesindo Pavan (CIEP), que fica na Rua Dom Abelardo, nº 400, no Bairro Vila Real, e foi desativado em 2021. Chamou a atenção também nesta semana que as estátuas da escola, que representam uma família, foram ‘abrigadas’ em uma casinha de madeira.

Estátuas foram abrigadas para não quebrar (Divulgação/Leitor)

Relembre

O colégio precisará ser demolido por problemas com amianto. A prefeitura anunciou no local a construção da Escola do Amanhã, mas ainda não tem verba para isso (saiba mais aqui), o que gerou revolta na comunidade.

Organização espera participação de pelo menos 180 pessoas

Segundo a organização do Abraço ao CIEP, o objetivo é fazer um abraço coletivo à estrutura do CIEP para demonstrar a indignação da comunidade diante da morosidade da prefeitura e da falta de planejamento para a construção de uma nova unidade escolar no lugar do CIEP. 

Para abraçar toda a estrutura é preciso cerca de 180 pessoas, mas a organização espera e pede que mais pessoas compareçam.

O Abraço está sendo organizado por ex-alunos, ex-professores, ex-servidores, pais de ex-alunos, familiares em geral de ex-alunos, pais e alunos que foram deslocados para unidades particulares devido ao fechamento da unidade, além de representantes comunitários e até mesmo vereadores. 

Os organizadores ressaltam que todos estão indignados sobre como a educação municipal está sendo tratada e que ‘o sentimento é que há uma falta de respeito, porque a educação municipal nunca é uma das prioridades no município’.

Abrigo para as estátuas da escola

A diretora de Artes da Fundação Cultural de Balneário Camboriú, Lilian Martins, que é também conservadora e restauradora, conta que quando começou a ser discutida a demolição do CIEP, uma das primeiras providências que a Secretaria de Educação fez foi se preocupar com a estátua, que representa uma família com quatro membros, produzida pela artista Enedina (Maria Cristina Mendes). 

“Fizemos o laudo e constatamos que ela não pode ser removida, porque foi construída in loco em concreto armado. A obra encontra-se em bom estado de conservação e montamos um tapume para ela ainda em novembro, que se deteriorou com o tempo, e essa ‘casinha’ foi montada agora, que ajudarão na preservação”, diz.

Segundo Lilian, a estrutura da estátua é ‘muito densa’ e se for movimentada da forma errada poderá se partir, causando danos irreparáveis. 

“Vemos que um monumento não se altera, não se descarta, a não ser se para o mesmo conceito. A demolição deverá acontecer em breve, e a estátua estará protegida”, acrescenta.

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