Pesca da tainha inicia dia 1º: pescadores torcem para que faça frio e que vento sul traga peixe

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A pesca da tainha inicia oficialmente no próximo dia 1º (sábado), e os pescadores de Balneário Camboriú já estão se preparando. A prefeitura começou a entregar no último dia 19 um informativo em marinas da cidade e aos pescadores para informar sobre o que não é permitido durante o período de pesca. A exemplo de 2020 o principal pedido é que os pescadores tentem não aglomerar e sigam as normas de prevenção ao Covid. No último ano, a safra da tainha foi de 40 mil peixes – um número considerado positivo, mas que poderia ter sido maior se não fosse o ciclone que passou pela cidade em junho.

Cuidados com a pandemia

O pescador Ronan Vignolli Pinheiro explica que algumas regras, como o pedido para que os pescadores deixem as praias após a pescaria para evitar aglomerações já valeu em 2020, e afirma que todos estão conscientes e preocupados com as regras, como o uso de máscara, já que muitos dos pescadores são idosos. 

“Durante o dia podemos permanecer nos ranchos (são 11 na cidade: um no Estaleirinho, um no Estaleiro, dois em Taquaras, um no Pinho, um em Taquarinhas, dois em Laranjeiras e três na Praia Central), mas à noite não. Após às 18h vamos embora, retornando logo cedo no outro dia. Mas aqui também não poderíamos pescar à noite por conta da baixa luminosidade”, comenta.

A pesca em Balneário envolve, segundo estimativa, 200 famílias. Há ranchos com cerca de 15 pescadores, outros, como o do Estaleiro, que o número chega a 30, 40. 

“Esse número varia, se a pesca está sendo boa, mais gente vem ajudar. E realmente precisamos de ajuda, porque colocamos redes grandes na água, que são pesadas”, explica.

Boas expectativas: frio e vento sul

Ronan diz que todos os anos são otimistas, e que estão torcendo para que faça bastante frio e que o vento sul traga os peixes. 

“Que Deus nos abençoe nesse ano. No ano passado foi uma loucura, né? Aquele ciclone… ele veio justo nos dias que esperávamos que viesse peixe! Mas Deus sempre traz o peixe. É uma alegria muito grande quando eles chegam. A safra da tainha é o momento do ano que mais esperamos”, salienta.

Segundo o pescador, as tainhas já estão ‘saindo’ e por isso os preparativos já começaram. 

Deve acontecer na terça-feira (27) uma reunião entre pescadores e órgãos de segurança para definir como será a fiscalização quanto a pesca ilegal, que acontece todos os anos. Vale lembrar que é proibido pescar diretamente nos costões e utilizar armação de redes de pesca do tipo feiticeira e de malha, além do uso de cilibrim e fisgas.

Apoio da prefeitura com estrutura

Assim como em 2020, a prefeitura está cedendo tendas para os pescadores que não possuem ranchos – como em Taquaras, por exemplo. 

“Eles também estão se prontificando a conversar com o pessoal dos quiosques para podermos usar os banheiros. As praias agrestes já têm, mas na central precisamos desse apoio”, afirma.

Pedido para lanchas e jet skis

Na cartilha distribuída pela prefeitura é citado que não podem circular lanchas e jet skis nesse período – há localidades, como na Guarda do Embaú, que os surfistas também apoiam a causa e não surfam em certas áreas. 

“Foi bacana esse apoio da prefeitura, porque realmente precisa ser mais fortalecida e cobrada a questão do uso de jet skis e lanchas porque atrapalha a pesca, né? O prazo da pesca é tão curto (de 1º de maio a 31 de julho) e não é algo de agora, é tradição, por isso precisamos de colaboração. Muitas famílias dependem dela e a tainha é o momento do ano que mais esperamos”, diz.

O pedido dos pescadores é que quem quer passear de lancha ou de jet ski cuide com a distância e que não façam muito barulho – como festas nos barcos, o que também não pode acontecer por conta da pandemia. 

“Todo mundo sai ganhando”, pontua.

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