Programa Fisioterapia para Idosos pós Covid de Balneário Camboriú realizou 148 atendimentos em um mês

Programa Fisioterapia para Idosos pós Covid de Balneário Camboriú realizou 148 atendimentos em um mês

O programa Fisioterapia Domiciliar a Idosos Pós-Covid 19, um projeto de extensão do Centro Municipal de Atendimento e Tratamento Covid 19 de Balneário Camboriú, realizou em um mês 148 atendimentos. A equipe de quatro fisioterapeutas realiza média de três a quatro atendimentos por turno.

A coordenadora do programa, Ana Carolina Zanchet Cavalli disse que no início encontraram muitos pacientes acamados e com a reabilitação alguns já voltaram a caminhar. Outros que usam oxigênio em casa já estão diminuindo o período de uso do oxigênio, o que mostra a efetividade do trabalho que vem sendo feito por estes profissionais.

A equipe do programa, Thalis, Jesiele, Tuani, Tatiane, Andressa e a coordenadora Ana Carolina (Divulgação/HMRC)

Equipe de fisioterapia do Ruth Cardoso, do Centro Municipal Covid e do Núcleo de Atendimento ao Idoso (NAI). (Divulgação/HMRC)

Reconhecimento

Neste Dia Nacional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional (13), o trabalho desenvolvido reconhece a importância do profissional. Ana Carolina disse que o coronavirus veio para fortalecer a profissão.

“A fisioterapia tem uma caminhada grande, nunca essa profissão foi tão reconhecida como agora. Esse dia é para comemorar e fortalecer essa realidade”, destacou.

Segundo Ana Carolina, o Ruth Cardoso foi o primeiro hospital do Estado a ter fisioterapia exclusiva na UTI adulto 24 horas por dia. Para os profissionais foi um ganho muito significativo.

Como funciona o programa

Ana Carolina explicou como funciona o programa e quais as principais sequelas encontradas no atendimento domiciliar.

“O primeiro passo é a realização de uma triagem dos pacientes que tiveram alta do Centro Municipal do Coronavirus. Contatamos com eles e agendamos avaliação. São aplicados testes para ver a função pulmonar, a parte motora, como está de força muscular periférica, de força muscular respiratória, aplicados testes de qualidade de vida, testes para avaliar o condicionamento cardiopulmonar e a partir destes testes foi traçado o diagnóstico fisioterapêutico, o objetivo e as condutas para cada paciente”.

Principais sequelas

“Temos observado que estes pacientes tem muita fraqueza de musculatura respiratória. O diafragma é nosso principal músculo da respiração e ele acaba ficando muito fraco, principalmente em pacientes que precisaram de ventilação mecânica (entubados). O paciente que tem Covid tem uma particularidade: precisamos deixar eles bem sedados para o músculo não trabalhar nada, usam remédio para sedar e um remédio para bloquear a musculatura, para que o músculo não faça interferência nenhuma para a respiração. Esse medicamento acabam utilizando por 10, 12 dias às vezes até 30 dias dependendo do caso. Posteriormente para tirar desse respirador é bem difícil e é aí que a fisioterapia entra, com reabilitação, com movimento, para recuperar esta a função motora do paciente com exercícios”.

O perfil dos pacientes

“Os pacientes são idosos mais frágeis, eles têm fraqueza dos braços, das pernas, na musculatura da respiração, eles tem uma diminuição do condicionamento cardiopulmonar, eles cansam mais para fazer as atividades diárias como tomar banho, colocar uma roupa, caminhar”.

CEFIR

O coordenador do Centro de Fisioterapia e Reabilitação de Balneário Camboriú (CEFIR), Cristiano Coelho de Souza explicou que o atendimento durante a pandemia reduziu pela metade, atendendo orientação dos órgãos fiscalizadores.

Antes da pandemia, o Cefir atendia média de dois mil pacientes por mês.

“Hoje temos fisioterapia cardiorespiratória, fisioterapia com acupuntura, fisioterapia neuro e estamos tentando implementar os pacientes acamados, domiciliados pós covid”, explicou Cristiano.

O Cefir é o primeiro na saúde pública de Santa Catarina e comemorou 23 anos de existência em julho deste ano.