Monumento do Pescador (Divulgação/PMBC) Monumento do Pescador (Divulgação/PMBC)
Monumento do Pescador (Divulgação/PMBC)

Projeto propõe nome de pescador tradicional para praça de Laranjeiras, em Balneário Camboriú

Um projeto protocolado nesta quinta-feira (6) na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú propõe denominar como “Praça Agenor Euclides Rosa” a praça localizada no Bairro Laranjeiras, na Rodovia Rodesindo Pavan, em frente à estação 03 do Parque Unipraias, que retrata pescadores e sempre foi chamada de ‘Monumento ao Pescador’ (ou Pescadores), feita pelo escultor Jorge Schroeder.

O Projeto de Lei Ordinária 156/2026 é assinado pelos vereadores Asinil Medeiros (PL), Anderson Santos (PL), Elizeu Pereira (MDB), Ricardinho da Saúde (PRD), Mazinho Miranda (PRD), Marcelo Achutti (MDB), Victor Forte (Republicanos), Samir Dawud (Cidadania) e Ciça Müller (PDT).

A proposta busca oficializar a denominação do espaço e, ao mesmo tempo, homenagear um morador cuja trajetória esteve diretamente ligada às comunidades tradicionais de Laranjeiras e do Estaleiro e à pesca artesanal de Balneário Camboriú.

Uma vida ligada ao mar

Agenor Euclides Rosa nasceu em 18 de março de 1938, no Bairro Estaleiro, em uma família tradicional de pescadores. Ainda criança, começou a acompanhar o pai nas atividades da pesca artesanal, aprendendo as técnicas e costumes que eram transmitidos entre gerações.

Na adolescência, mudou-se com a família para Laranjeiras, comunidade onde permaneceria por grande parte da vida. Foi ali que aprofundou sua relação com a pesca e construiu sua própria família. Agenor casou-se com Maria da Silva e teve sete filhos: Marli, Nadir, João, Rosinha, Elimarcos, Eliane e Rosana.

Segundo a justificativa apresentada pelos vereadores, ele acompanhou de perto as profundas transformações de Balneário Camboriú ao longo das décadas, mas manteve sua ligação com o mar, a pesca artesanal e os costumes das comunidades tradicionais da região.

Os vereadores destacam que sua trajetória representa também a de muitas famílias que contribuíram para a formação da identidade cultural de Balneário Camboriú antes e durante o processo de crescimento e urbanização da cidade.

Agenor faleceu em 6 de junho de 2025. Para os vereadores, dar seu nome à praça de Laranjeiras é uma forma de preservar a memória do pescador e reconhecer a importância da cultura pesqueira para a história local.