Foto: Imagem ilustrativa/ChatGPT Foto: Imagem ilustrativa/ChatGPT
Foto: Imagem ilustrativa/ChatGPT

Venda de produtos por crianças é recorrente em diferentes pontos de Balneário Camboriú e vira alvo de indicação

A presença de crianças e adolescentes vendendo doces e outros produtos nas ruas de Balneário Camboriú voltou a chamar atenção.

A situação, que já foi denunciada em outras oportunidades e também flagrada pelo Página 3, ocorre em diferentes regiões do município e tem sido percebida com frequência cada vez maior.

Entre os pontos onde o Página 3 já observou crianças comercializando produtos estão a Avenida Martin Luther, especialmente nas proximidades do cruzamento com a Rua Uruguai, e o Bairro dos Estados, na região do túnel próximo à Uniavan. Há registros também na Quarta Avenida. Por se tratar de uma situação visível em vias movimentadas e que se repete em diferentes regiões, o cenário provavelmente também já foi percebido por muitos moradores que circulam diariamente pela cidade.

Agora, uma indicação apresentada na Câmara de Vereadores acrescenta outro ponto à lista: o Calçadão da Avenida Central, no Centro. O vereador Samir Dawud (Cidadania) protocolou nesta semana a Indicação nº 2961/2026, solicitando que a Prefeitura intensifique ações diante da presença de crianças e adolescentes vendendo doces e outros produtos no local, principalmente durante a noite.

Vereador pede abordagem social e fiscalização

Na indicação encaminhada à prefeita Juliana Pavan, Samir solicita que os órgãos competentes realizem fiscalização, orientação e abordagem social, além do encaminhamento dos casos identificados à rede de proteção.

O pedido destaca especialmente a permanência de menores no Calçadão durante o período noturno, inclusive em horários avançados, e solicita que sejam verificadas possíveis situações de vulnerabilidade.

Segundo a justificativa apresentada pelo vereador, a permanência de crianças e adolescentes realizando esse tipo de atividade pode expô-los a riscos relacionados à segurança, à exploração do trabalho infantil e a outras situações de vulnerabilidade, além de eventualmente interferir na frequência escolar.

A proposta não se limita, portanto, a retirar os menores dos locais onde as vendas acontecem. A indicação pede que sejam identificadas as circunstâncias em que essas crianças e adolescentes estão inseridos e, quando necessário, realizados os encaminhamentos aos órgãos responsáveis e à rede de proteção.

O novo pedido reforça uma situação que não está restrita ao Calçadão da Central. A presença de menores vendendo produtos tem sido observada em diferentes pontos de Balneário Camboriú, o que levanta novamente a discussão sobre a necessidade de acompanhamento contínuo das famílias e de atuação dos serviços de assistência e proteção à infância e adolescência.