CEM Vereador Santa passa por reclamações de estrutura e gestão: Secretaria de Educação terá gabinete na escola na próxima semana. (Fotos Reprodução/PMBC.) CEM Vereador Santa passa por reclamações de estrutura e gestão: Secretaria de Educação terá gabinete na escola na próxima semana. (Fotos Reprodução/PMBC.)
CEM Vereador Santa passa por reclamações de estrutura e gestão: Secretaria de Educação terá gabinete na escola na próxima semana. (Fotos Reprodução/PMBC.)

Após reclamações sobre gestão do CEM Vereador Santa, Educação diz que apura relatos e anuncia gabinete na escola

As reclamações da comunidade escolar do CEM Vereador Santa, em Balneário Camboriú, vão além dos problemas de infraestrutura apresentados pelo Página 3 na semana passada (relembre aqui). Após a publicação da reportagem, ainda naquela semana, pais, mães e professores procuraram o jornal para relatar também dificuldades relacionadas à gestão da unidade, ao ambiente de trabalho e à continuidade das atividades pedagógicas.

O Página 3 encaminhou as reclamações à secretária municipal de Educação, Zélia Zanella, que afirmou estar analisando as situações, mas apontou dificuldades para obter registros formais dos relatos.

Nesta quinta-feira (24), a prefeitura anunciou que o gabinete itinerante da Secretaria de Educação estará na escola a partir de segunda-feira (28), com atendimento à comunidade ao longo da semana.

Troca-Troca

Em uma manifestação enviada ao jornal com pedido de anonimato, são relatadas sucessivas trocas de professores, desgaste emocional de profissionais, conflitos entre funcionários e situações de constrangimento diante de colegas e estudantes.

O documento pede uma apuração sobre a condução pedagógica, administrativa e financeira da unidade.

Segundo a manifestação, teriam ocorrido aproximadamente quatro ou cinco trocas de professores, com prejuízos à continuidade pedagógica. O texto também descreve alunos desmotivados e inseguros diante das mudanças e da exposição a conflitos entre adultos.

Entre os episódios mencionados estão supostas humilhações de colaboradores, conflitos envolvendo professores e alunos e relatos de agressões e desentendimentos entre merendeiras na presença de estudantes. A manifestação sustenta que o ambiente estaria afetando a saúde emocional de trabalhadores e a rotina escolar.

O documento também pede que sejam investigados relatos de perseguição relacionada a divergências políticas ou pessoais e questionamentos sobre a aplicação de recursos e a prestação de contas. Esses pontos são apresentados como suspeitas a serem verificadas, sem comprovação no material encaminhado.

Por receio de exposição e represálias, os autores solicitam que professores, auxiliares, demais funcionários e famílias sejam ouvidos de forma individual e reservada. Também cobram esclarecimentos sobre avaliações da gestão e quais providências foram tomadas a partir de seus resultados.

Ao responder ao Página 3, Zélia informou que a Secretaria já havia recebido relatos sobre a situação, mas destacou a falta de formalização.

“Muitas informações vieram até nós, mas não documentadas apenas de maneira informal. Estamos analisando todas as situações para apurar os fatos. Só preciso de forma documental e as pessoas não querem se comprometer”, afirmou a secretária.

No comunicado divulgado nesta quinta-feira, a prefeitura informou que o gabinete itinerante funcionará no CEM Vereador Santa das 8h às 17h, ao longo da próxima semana, sempre com a presença de diretores da Secretaria de Educação. Professores, pais e responsáveis poderão apresentar e registrar demandas pedagógicas, estruturais e relacionadas à gestão de pessoas.

A nota apresenta a instalação do gabinete como parte de uma iniciativa de aproximação com a comunidade escolar.

O Vereador Santa é a maior escola da rede municipal, com mais de 1,1 mil alunos, além de professores e demais servidores. Será a quarta unidade a receber o gabinete itinerante em 2026. A iniciativa já passou pelos CEMs Nova Esperança e Governador Ivo Silveira e pelo Núcleo de Educação Infantil Sementes do Amanhã.

Problemas de infra-estrutura

Na reportagem publicada na semana passada, a comunidade escolar havia apresentado uma série de reivindicações sobre infiltrações, telhado, instalações elétricas, quadra, equipamentos, mobiliário e falta de profissionais.

Na ocasião, Zélia afirmou que uma empresa contratada deveria mobilizar uma equipe para iniciar a reforma estrutural, após dificuldades com a primeira responsável pelos serviços.

A diretora Sabrina Hillesheim também falou ao jornal naquela reportagem e confirmou que havia demandas resolvidas, parcialmente atendidas e outras ainda pendentes, principalmente na estrutura física. Aquela entrevista tratou das condições de funcionamento da escola e antecedeu as novas reclamações sobre a gestão.

Com a presença da Secretaria na unidade na próxima semana, a comunidade terá um canal presencial para registrar suas demandas. A apuração dos relatos e os encaminhamentos para os problemas estruturais seguem entre as questões que aguardam respostas.