Explosão aconteceu em 2019: responsável foi preso na última semana. (Fotos CBMSC/Arquivo JP3) Explosão aconteceu em 2019: responsável foi preso na última semana. (Fotos CBMSC/Arquivo JP3)
Explosão aconteceu em 2019: responsável foi preso na última semana. (Fotos CBMSC/Arquivo JP3)

Condenado a 31 anos por explosão que matou morador de Balneário Camboriú foi preso em Joinville

Foi preso na última quinta-feira (10), em Joinville, Lucas Daniel Spinola Santos, condenado a mais de 31 anos de prisão pela explosão causada por um vazamento de gás que terminou com a morte de um morador e deixou uma mulher ferida em Balneário Camboriú. O caso aconteceu em outubro de 2019, no condomínio Garden Village, no Bairro das Nações.

Lucas havia sido condenado pelo Tribunal do Júri da comarca de Balneário Camboriú no último dia 3 de setembro por homicídio qualificado, pela morte de Ademir Formigoni Júnior, e tentativa de homicídio qualificado contra Gisele Pereira Heine.

Ele não compareceu ao julgamento e era considerado foragido. Após ser localizado e preso preventivamente em Joinville, foi encaminhado ao Presídio Regional do município.

Explosão aconteceu em 2019

O caso ocorreu em 24 de outubro de 2019, no bloco 2 do condomínio Garden Village. Conforme as informações apresentadas durante a investigação e no processo, Lucas, que também morava no condomínio, teria interferido na tubulação da central de gás e retirado uma válvula, provocando um intenso vazamento de GLP no terceiro andar.

Mesmo após perceber o cheiro de gás e retirar familiares do local, ele não teria comunicado o síndico nem alertado os demais moradores sobre o risco.

O gás se espalhou pelo corredor e por outras áreas do bloco. Ademir percebeu o forte cheiro e deixou o apartamento para alertar uma vizinha. Ao sair, teria acionado involuntariamente o sensor de presença do corredor. A centelha gerada pelo equipamento entrou em contato com o gás acumulado, provocando a explosão.

A força do impacto atingiu diferentes áreas do condomínio. Ademir foi lançado contra uma porta e sofreu queimaduras graves. Gisele também foi atingida e arremessada em direção à janela da sala, mas sobreviveu.

Ademir permaneceu internado por cerca de um mês e morreu em 24 de novembro de 2019, por conta da gravidade das queimaduras e das complicações causadas pelos ferimentos. A explosão também provocou a interdição de dezenas de apartamentos e fez com que cerca de 70 moradores precisassem deixar o local.

Condenação

Durante o processo, o Ministério Público sustentou que Lucas assumiu o risco de provocar mortes ao interferir na tubulação de gás e, mesmo percebendo o vazamento, não comunicar os demais moradores. O julgamento aconteceu quase sete anos depois da explosão. Lucas foi condenado a 31 anos, um mês e dez dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado.

Como não compareceu à sessão do Tribunal do Júri, passou a ser considerado foragido. Uma semana depois do julgamento, na quinta-feira (10), ele foi localizado em Joinville e preso.