A construtora Müze, associada às assinaturas do Hotel Emiliano e da Foster + Partners (do renomado arquiteto inglês Norman Foster), anunciou prédios de luxo na Praia Brava Norte, “integrados à natureza”, mas a primeira atitude foi “passar o trator até o talo” na definição de um revoltado morador.
Reportagem promocional sobre o empreendimento, publicada neste domingo na revista Exame, gerou comentários negativos, como os reproduzidos abaixo:
- Por décadas o Ministério Público local fez de tudo mas TUDO MESMO pra fechar o warung, uma casa noturna incrível. O motivo? Alegada degradação do meio ambiente, que na verdade nunca ocorreu. Agora pode? As autoridades realmente têm a credibilidade de um ufólogo.
- Triste o que estão fazendo com a Praia Brava.
- Um pombal na selva.
- “Ninguém está falando em não evoluir, mas evoluir sem destruir. Tem diversos especialistas no Brasil habilitados para promover desenvolvimento econômico regenerativo. É facil aplaudir obras como essa e depois reclamar do calor e da enchente”.
- A terra ali é área preservada. Que o MP trabalhou pra proteger por décadas. A preservação da biodiversidade é de todos.
- Que tristeza! Uma área de preservação.
- Danos ambientais são públicos .. lucros são privatizados ! Empreendimento pra quem ?
- A gente tá vendo a Brava ser destruída diante dos nosso olhos
- Especulação acabando com a natureza. Daí penduram umas samambaias e vendem como economia verde.
Consultada, a construtora Müze respondeu, através da sua assessoria de imprensa que:
“O terreno onde será desenvolvido o Tempo não está localizado onde funcionava o antigo Warung. Em relação à faixa de 50 metros mencionada da região, trata-se de uma área que já se encontrava ocupada e que será regenerada pela incorporadora, permanecendo integrada ao empreendimento.
Outro aspecto importante é a ocupação do terreno. Embora o projeto pudesse utilizar uma taxa de ocupação maior, optou-se ocupar aproximadamente 30% da área, preservando grande parte da mata existente e priorizando soluções de preservação, regeneração e integração com o entorno.
O projeto está aprovado pelos órgãos competentes e foi desenvolvido a partir das características e particularidades da região. Além disso, a Müze integra a Aprobrava, associação que reúne proprietários e empreendedores da Praia Brava Norte e que vem trabalhando, em conjunto com o poder público, em uma agenda de longo prazo para o desenvolvimento sustentável da região.”



