EMASA inicia instalação de prensas reformadas e prevê reduzir episódios de mau cheiro na ETE em até 15 dias

A Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) começou na segunda-feira (27) a instalação de duas prensas desaguadoras de lodo reformadas, equipamentos considerados fundamentais para melhorar a eficiência do tratamento de água e esgoto em Balneário Camboriú.

O investimento, de aproximadamente R$ 1 milhão, busca recuperar a capacidade operacional das unidades e também contribuir para a redução dos episódios de odor registrados na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Bairro Nova Esperança.

A primeira prensa começou a ser instalada na Estação de Tratamento de Lodo da ETE Nova Esperança com expectativa de entrar em operação até o fim desta semana.

O segundo equipamento já retornou para a Estação de Tratamento de Água (ETA), na Avenida Dona Amélia Cherem Pio, e também passará a operar conforme a demanda da unidade.

Os equipamentos passaram por uma reforma completa em Capinzal, no Meio-Oeste catarinense, onde fica a empresa fabricante. A manutenção recuperou a capacidade de funcionamento das prensas, responsáveis por retirar parte da água presente no lodo gerado durante os processos de tratamento.

Na prática, esse processo reduz o volume e a umidade do material, facilitando o armazenamento, o transporte e a destinação ambientalmente adequada dos resíduos. Além disso, evita o acúmulo de lodo nas estações, o que contribui para manter a estabilidade do sistema de tratamento.

Segundo a Emasa, na ETE Nova Esperança a retomada da operação da prensa permitirá que o lodo seja retirado na frequência necessária para manter o equilíbrio do processo biológico responsável pelo tratamento do esgoto.

Outro reflexo esperado é a diminuição dos odores que, em alguns momentos, são percebidos por moradores da região. Conforme o diretor-presidente da Emasa, Auri Pavoni, o equipamento acelera a retirada do lodo úmido da estação, reduzindo o tempo em que o material permanece no local.

De acordo com a autarquia, a expectativa é que os efeitos sejam percebidos em até 15 dias após a retomada da operação da prensa na ETE.

Na Estação de Tratamento de Água, o equipamento reformado também será utilizado para desidratar o lodo gerado durante a clarificação da água. A produção desse resíduo varia conforme fatores como a vazão de água tratada, a turbidez da captação e as condições operacionais da unidade.

A Emasa ressalta que a reforma das prensas não tem como objetivo aumentar o volume de lodo descartado, mas garantir que os equipamentos acompanhem a geração do material, evitando interrupções, acúmulos e perdas de eficiência tanto no tratamento da água quanto do esgoto. Com a reinstalação concluída, o desempenho das duas unidades será monitorado continuamente pela equipe técnica.