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Parque Inundável do Rio Camboriú tem licitação de R$ 95,2 milhões e prazo de 31 meses para obras

A implantação do Parque Inundável Multiuso na bacia do rio Camboriú entrou na fase de licitação, com orçamento estimado em R$ 95.213.261,53. O projeto pretende reduzir os impactos das enchentes em Camboriú e Balneário Camboriú, ampliar a disponibilidade de água para abastecimento e criar espaços de lazer e convivência.

A concorrência eletrônica é conduzida pelo Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da Amfri (CIM-Amfri), com informações disponíveis neste link (clique aqui).

As empresas poderão apresentar propostas até a abertura da sessão, marcada para 13 de outubro, às 9h, pela plataforma Bolsa de Licitações do Brasil (BLL).

O edital retificado estabelece prazo de 31 meses (dois anos e sete meses) para executar o empreendimento, contados a partir do recebimento da Ordem de Início de Serviços. A vigência prevista para o contrato é de 42 meses.

O que será construído

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A contratação abrange obras civis, hidráulicas e ambientais, fornecimento de materiais e equipamentos e infraestrutura urbana. O conjunto inclui dique principal, reservatórios, estruturas de contenção e dispositivos para controlar o escoamento da água.

Também estão previstos vertedouros, canais de restituição e drenagem com redes, galerias e caixas de visita. A infraestrutura do parque contempla pavimentação de vias internas, paisagismo, mobiliário urbano, sinalização e iluminação pública.

A planilha de custos inclui etapas de desvio do rio e construção do barramento em sua calha, além de intervenções em dois trechos da Estrada Geral João da Costa. Somente o grupo de serviços de urbanismo tem orçamento estimado em R$ 3,51 milhões.

A empresa contratada deverá manter controle técnico dos materiais e do solo, instalar equipamentos de monitoramento e executar as medidas ambientais previstas para o empreendimento.

Obra busca atender períodos de cheia e de estiagem

Além de diminuir os efeitos das inundações, o parque foi planejado para regularizar as vazões do rio Camboriú. A intenção é contribuir para o abastecimento dos dois municípios especialmente nos períodos de estiagem e de aumento sazonal do consumo de água.

O edital também aponta como objetivos a recuperação de áreas degradadas, a ampliação da cobertura vegetal e a redução da erosão e do assoreamento. Os espaços públicos deverão permitir atividades de lazer, recreação, esporte e educação ambiental.

Esses benefícios são apresentados como resultados esperados do projeto. O documento não estabelece uma data de entrega ao público, já que o prazo de execução depende da emissão da ordem de início.

Licitação não autoriza início imediato dos trabalhos

Antes da mobilização das obras, o município e o consórcio deverão atender às condições previstas no edital. Entre elas estão a disponibilização das áreas necessárias, mediante desapropriação, aquisição ou regularização fundiária, e a obtenção da Licença Ambiental de Instalação.

O documento também exige autorizações para eventual supressão de vegetação, uso dos recursos hídricos e intervenções que afetem redes de serviços ou outras estruturas existentes na área.

A minuta contratual condiciona a ordem de início à comprovação do ingresso ou da garantia dos recursos financeiros vinculados ao empreendimento. A contratada também precisará apresentar os seguros exigidos antes de começar as atividades de campo.

Como será escolhida a empresa

A disputa adotará o critério de maior desconto global sobre o orçamento de referência. O valor de R$ 95,2 milhões é, portanto, a estimativa da licitação; o preço contratado será definido após a concorrência.

Os pagamentos serão feitos conforme as quantidades de serviços efetivamente executadas, medidas e aprovadas pela fiscalização. O financiamento combina recursos federais do Novo PAC, por meio de repasse com a Caixa Econômica Federal, e contrapartida do CIM-Amfri.

Intervenções terão acompanhamento ambiental

O edital reconhece que a construção poderá provocar supressão de vegetação, movimentação de solo, alterações temporárias na qualidade da água, ruídos e interferências sobre a fauna. Para reduzir esses impactos, prevê recuperação de áreas degradadas, recomposição vegetal, controle de erosão, poeira e resíduos, proteção dos cursos d’água e monitoramento de fauna e flora.

Discutido desde 2018, o empreendimento avança agora para a seleção da empresa executora. A passagem da licitação para o canteiro de obras dependerá da conclusão da concorrência e do cumprimento das condições técnicas, ambientais, fundiárias e financeiras previstas no edital.