(Divulgação)

Pedido de vista do deputado Fabiano trava novo projeto que limita cotas em Santa Catarina

Proposta de aliado de Jorginho Mello restringe todas as reservas de vagas, inclusive para pessoas com deficiência

(Texto enviado pela assessoria do deputado) – Um pedido de vista do deputado estadual Fabiano da Luz, líder do PT na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), adiou nesta terça-feira (14) a tramitação de um novo projeto de lei que altera o sistema de cotas nas universidades públicas do estado. O novo PL atinge todos os públicos beneficiados por ações afirmativas como estudantes negros, de escola pública e pessoas com deficiência. 

O autor do projeto atual é o mesmo parlamentar que, no final do ano passado, conseguiu aprovar na Alesc uma lei para acabar com todas as cotas raciais no estado. A medida chegou a ser sancionada pelo governador Jorginho Mello (PL), mas foi posteriormente derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Para Fabiano, a nova proposta coloca Santa Catarina em uma situação delicada no cenário nacional. “Projetos como esse incentivam a discriminação contra imigrantes que vêm para cá, criando uma imagem de Santa Catarina muito ruim fora daqui. Muitas vezes, quando a gente vai para outros estados, temos que explicar para as pessoas o que acontece aqui, porque elas acreditam realmente que nós não somos um estado acolhedor”, afirmou Fabiano da Luz.

Além disso, Fabiano destaca o quanto esse projeto é prejudicial e atinge justamente os públicos mais vulneráveis. Atualmente, os cotistas têm metade das vagas, seguindo a legislação federal. 

A proposta, de autoria do deputado bolsonarista Alex Brasil (PL), estabelece um teto de 20% para a soma de todas as modalidades de ações afirmativas nas instituições estaduais. O texto também determina que as cotas raciais sejam exclusivas para candidatos que se enquadrem em critérios de renda, além de estender as limitações para concursos públicos e contratação de professores e técnicos. 

Para a instituição que não cumprir as regras, o projeto prevê ainda sanções como corte de verbas e processos administrativos. 

Com o pedido de vista feito pelo deputado Fabiano na Comissão de Constituição e Justiça, a análise do novo texto fica temporariamente paralisada nas comissões da Assembleia.