Anunciada pela prefeita Juliana Pavan durante a sanção da Lei do Microzoneamento, na noite de quarta-feira (15), a futura Ponte Barra Sul, que ligará a Avenida Normando Tedesco à Rua Emanuel Rebelo dos Santos, no Bairro da Barra, deve integrar o Programa de Mobilidade Integrada Sustentável da Região da AMFRI (Promobis), financiado pelo Banco Mundial.
Em entrevista ao Página 3, o secretário de Planejamento Urbano de Balneário Camboriú, Carlos Humberto Silva, explicou que a obra está incluída no programa, que prevê tanto a elaboração do projeto quanto a execução da ponte. “Ela já está dentro do Promobis. O financiamento contempla tanto o projeto quanto a obra”, afirmou.
Segundo o secretário, a nova ligação pretende preencher uma lacuna na mobilidade da região sul da cidade, já que a Passarela da Barra atende apenas pedestres e ciclistas, sem permitir a passagem de veículos. A ponte terá mão única no sentido Barra Sul-Barra, funcionando como uma nova alternativa de saída para quem deixa a região da Barra Sul, considerada hoje um dos pontos mais críticos do sistema viário municipal.
“Ficou esse vácuo porque a Passarela da Barra não permite a passagem de veículos. Hoje existe uma grande dificuldade para sair da Barra Sul, e essa ponte vai ajudar muito, criando uma nova saída e melhorando ainda mais a mobilidade”, acredita Carlos Humberto.
Via exclusiva para transporte público e serviços está em estudo
O secretário revelou que o município também estuda criar uma ligação no sentido contrário, da Barra para a Barra Sul, mas restrita a serviços essenciais e mobilidade sustentável. A proposta em análise prevê uma via exclusiva para ambulâncias, transporte público, bicicletas e outros modais de micromobilidade.
“De maneira alguma está prevista a liberação para veículos particulares nesse sentido. Se o objetivo é retirar trânsito da Barra Sul, seria um contrassenso permitir a entrada de mais carros por essa ligação. Em dias de grande fluxo da BR-101 poderiam tentar acessar a ponte, e seria mais um caos no trânsito“, explicou.
Sem prazo para início
Apesar do estágio avançado de planejamento, ainda não há previsão para o início das obras. De acordo com Carlos Humberto, a execução depende do andamento do Promobis, que reúne um conjunto de intervenções de mobilidade em toda a região da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (AMFRI) e é gerenciado pelo consórcio da entidade.
“Há diversas obras de integração previstas dentro do programa, como o túnel que liga Itajaí e Navegantes. Precisamos aguardar a definição das próximas etapas para então iniciar a execução. A expectativa é que essa ponte seja viabilizada por meio do Promobis, que é um grande programa regional de mobilidade, e eu acredito que será“, concluiu.