Uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina, realizada na manhã desta sexta-feira (31), resultou na prisão de um português procurado pela Interpol e de outros três investigados, durante o combate ao comércio clandestino de medicamentos para emagrecimento.
A ação, coordenada pela Delegacia de Combate às Drogas (DECOD), do Departamento de Investigações Criminais (DIC) de Itajaí, teve desdobramentos em Balneário Camboriú e Camboriú.
As investigações começaram após denúncias anônimas sobre o armazenamento e a venda de medicamentos sem autorização dos órgãos sanitários e sem prescrição médica. Ao longo da apuração, os policiais identificaram indícios da atuação de uma estrutura organizada voltada ao comércio ilegal desses produtos, além de possíveis crimes de uso de documento falso, ocultação patrimonial e associação criminosa.
Um dos principais investigados, um português de 42 anos, foi localizado em Balneário Camboriú. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava identidade falsa no Brasil e era procurado internacionalmente por meio de uma Difusão Vermelha da Interpol, por conta de uma condenação em Portugal pelos crimes de extorsão e ameaça.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam no apartamento do investigado um passaporte falso, que teria sido utilizado em uma viagem recente à Europa, uma pistola Glock calibre 9mm, munições e uma grande quantidade de medicamentos destinados ao comércio clandestino.
A companheira do suspeito também foi presa. Conforme a investigação, ela utilizava um passaporte falso para permanecer no Brasil. A Polícia Civil apura ainda se o bebê do casal foi registrado utilizando as identidades constantes nos documentos falsificados.
Casal preso em Camboriú
Em outro endereço, em Camboriú, um casal de professores de jiu-jítsu também foi preso em flagrante. Na casa, os policiais apreenderam mais medicamentos de origem irregular, um revólver calibre .38 com numeração raspada e munições.
Todo o material recolhido foi encaminhado para perícia da Polícia Científica.
Os quatro presos são investigados por possível participação em uma organização criminosa e responderão pelos crimes apurados, além dos delitos relacionados à posse e ao porte ilegal de armas de fogo e munições. As investigações continuam para identificar a origem dos medicamentos apreendidos, esclarecer a extensão do esquema e apurar o possível envolvimento de outras pessoas.