(Reprodução redes sociais)

A Praga Laranja

The Orange Plague, ou na tradução, A Praga Laranja, trata de uma escultura do artista dinamarquês Jens Galschiot, toda revestida em ouro de 23 quilates, de 2,6 metros de altura, instalada em uma área do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França. A obra também é conhecida como King of Injustiçe.

A escultura é uma sátira a Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, onde o político foi esculpido, nu, sentado sobre os ombros de um pequeno homem, segurando uma pequena balança da Justiça na mão direita e na mão esquerda um longo taco de golfe dourado com o globo terrestre. Um cartão sob a estátua traz a seguinte escrita, a ele atribuída:

“Estou sentado nas costas de um homem. Ele está afundando sob o meu peso. Eu faria qualquer coisa para ajudá-lo. Exceto sair de suas costas – O Rei da Injustiça”.

A obra faz referência, segundo o autor, ao conto, A roupa Nova do Rei, de Hans Christian Anderson, em cuja história, o rei desfila nu pela cidade, acreditando estar de roupa nova e seus súditos se admiram da beleza da nova roupa, fingindo acreditar, até que uma criança grita que o rei está nu.

A obra é uma crítica as políticas armamentistas, ao descaso com as questões climáticas, suas políticas voláteis nas questões externas. Galschiot escreveu: “Essa escultura foi feita para enfrentar ‘o elefante na sala’ e iniciar um debate necessário sobre a forma como os EUA estão a destruir a única oportunidade do mundo de travar a catástrofe climática.” (euronews).

A estátua foi exibida na COP30, em Belém, em 2025 e será exibida na COP31, no próximo mês em Antália, Turquia.

Em seara artística toda a crítica tem espaço, correndo riscos menores, em caso como esse, pois a crítica direta ao dirigente americano, fora da arte, pode ocasionar represálias inesperadas e exageradas, – o mundo conhece bem ,o destempero e as falsas verdades com que esse personagem nos agracia rotineiramente, com suas taxações, suas guerras, sua ganância pelo poder, suas costumeiras ameaças, inclusive contra nosso país.  Nesta contemporaneidade de delicado equilíbrio, em que o mundo vive, em relação à essa figura, vem a arte e nos dá uma pequena brecha para criticar, apontar e nos unir contra o Grande Imperador.

A arte pode fazer isso. A Arte tem o condão de conscientizar, de apontar as mazelas, de mobilizar as pessoas, de unir os povos, de encorajar os homens e mulheres de boa vontade, a lutarem pelo nosso bem mais precioso, única herança que devemos deixar para nossos netos – a nossa sagrada casa – a Vida na Terra.

(Instagram: VERABEDINART – Facebook – Vera Regina Bedin)