Na esquerda e no centro, fotos de granizo no final de semana em Florianópolis, na direita o sistema antigranizo de Chapecó. (Crédito Reprodução/Prefeitura de Chapecó) Na esquerda e no centro, fotos de granizo no final de semana em Florianópolis, na direita o sistema antigranizo de Chapecó. (Crédito Reprodução/Prefeitura de Chapecó)
Na esquerda e no centro, fotos de granizo no final de semana em Florianópolis, na direita o sistema antigranizo de Chapecó. (Crédito Reprodução/Prefeitura de Chapecó)

Após estragos em Santa Catarina, vereador propõe estudo de sistema antigranizo em Balneário Camboriú

Os estragos provocados pelo granizo em diferentes regiões de Santa Catarina levaram à apresentação de uma proposta para avaliar a instalação de um sistema preventivo em Balneário Camboriú.

O vereador Guilherme Cardoso (Republicanos) protocolou nesta segunda-feira (31) uma indicação para que a prefeitura realize estudos sobre a viabilidade de adotar uma tecnologia antigranizo no município.

A proposta não determina a compra ou a instalação imediata de equipamentos. O pedido é para que técnicos analisem se algum dos sistemas disponíveis seria adequado às características territoriais e climáticas de Balneário Camboriú.

O estudo também deverá apontar quais regiões poderiam ser atendidas, o custo de implantação e manutenção, os possíveis impactos ambientais e os resultados que poderiam ser esperados.

Por se tratar de uma indicação, a sugestão será encaminhada ao Poder Executivo, mas não obriga a prefeitura a executar o projeto.

Granizo atingiu dezenas de municípios

A proposta foi apresentada após um fim de semana marcado por tempestades severas em Santa Catarina. Ao menos 43 municípios comunicaram ocorrências e sete decretaram situação de emergência: Florianópolis, Biguaçu, Ipuaçu, Bom Jesus, Entre Rios, Quilombo e São José do Cedro.

Somente Florianópolis contabilizou danos em aproximadamente 2,4 mil residências.

Em Biguaçu, cerca de 900 casas foram atingidas. Municípios do Oeste também registraram destelhamentos e prejuízos causados por pedras de gelo com mais de dois centímetros de diâmetro, conforme o balanço da Defesa Civil de Santa Catarina.

A avaliação do vereador Guilherme é que os episódios reforçam a necessidade de estudar novas ferramentas de prevenção, ainda que as condições de Balneário Camboriú sejam diferentes das encontradas em outras cidades catarinenses.

A indicação cita como referência o sistema utilizado por Chapecó, no Oeste do estado. A cidade começou a operar a tecnologia em área urbana neste ano e posteriormente ampliou a estrutura para outros pontos do município.

Os equipamentos instalados em Chapecó utilizam uma mistura de acetileno e oxigênio para emitir ondas sonoras em direção às nuvens. O acionamento ocorre quando o monitoramento meteorológico identifica condições favoráveis à formação de granizo.

Segundo a prefeitura daquele município, cada unidade atua em um raio aproximado de 500 metros e precisa ser ligada antes da chegada da tempestade. A administração de Chapecó afirma que a tecnologia busca enfraquecer os cristais de gelo para reduzir o tamanho e o impacto das pedras durante a queda.

O estudo sugerido para Balneário Camboriú deverá verificar se esse modelo ou outra tecnologia pode ser aplicado com segurança na cidade. A análise ambiental também é considerada necessária, já que sistemas antigranizo podem utilizar métodos diferentes e produzir impactos distintos.